Blog do Vamp

O Vampiro de Curitiba




___"Estado, chamo eu, o lugar onde todos, bons ou malvados, são bebedores de veneno; Estado, o lugar onde todos, bons ou malvados, perdem-se a si mesmos; Estado, o lugar onde o lento suicídio de todos chama-se... "vida"!" (F. Nietzsche)

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Preparando a Volta: O Tempo Não Pára!

O Tempo Não Pára
 
(Cazuza / Arnaldo Brandão)


 
Disparo contra o sol

Sou forte, sou por acaso

Minha metralhadora cheia de mágoas

Eu sou um cara

Cansado de correr

Na direção contrária

Sem pódio de chegada ou beijo de namorada

Eu sou mais um cara



Mas se você achar

Que eu tô derrotado

Saiba que ainda estão rolando os dados

Porque o tempo, o tempo não pára



Dias sim, dias não

Eu vou sobrevivendo sem um arranhão

Da caridade de quem me detesta



A tua piscina tá cheia de ratos

Tuas idéias não correspondem aos fatos

O tempo não pára



Eu vejo o futuro repetir o passado

Eu vejo um museu de grandes novidades

O tempo não pára

Não pára, não, não pára



Eu não tenho data pra comemorar

Às vezes os meus dias são de par em par

Procurando uma agulha num palheiro



Nas noites de frio é melhor nem nascer

Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer

E assim nos tornamos brasileiros

Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro

Transformam o país inteiro num puteiro

Pois assim se ganha mais dinheiro



A tua piscina tá cheia de ratos

Tuas idéias não correspondem aos fatos

O tempo não pára



Eu vejo o futuro repetir o passado

Eu vejo um museu de grandes novidades

O tempo não pára

Não pára, não, não pára



Dias sim, dias não

Eu vou sobrevivendo sem um arranhão

Da caridade de quem me detesta



A tua piscina tá cheia de ratos

Tuas idéias não correspondem aos fatos

O tempo não pára



Eu vejo o futuro repetir o passado

Eu vejo um museu de grandes novidades

O tempo não pára

Não pára, não, não