Blog do Vamp

O Vampiro de Curitiba




___"Estado, chamo eu, o lugar onde todos, bons ou malvados, são bebedores de veneno; Estado, o lugar onde todos, bons ou malvados, perdem-se a si mesmos; Estado, o lugar onde o lento suicídio de todos chama-se... "vida"!" (F. Nietzsche)

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Os Mais Fortes

Como há bobagens sendo ditas nestes tempos sombrios! Bobagens sempre foram ditas pela Imprensa tupiniquim, mas essa Era da Mediocridade que avança inexoravelmente pelo mundo fará o Brasil passar da barbárie à decadência sem termos conhecido a Civilização. Nem poderemos repetir Lobão: "Decadence avec elegance". Nossa decadência não tem nada de elegância. Pelo contrário, somos bregas até à medula!

Há fatos que ocorrem e nos chocam para que possamos com eles aprender e evitar repetir erros já cometidos anteriormente. Esse caso do massacre das crianças de Realengo, por exemplo, tem  força suficiente para trazer à tona toda nossa estupidez, todo nossa idiotice terceiro-mundista. Dois temas ganharam o pensamento da Imprensa neste episódio. Os dois, obviamente, distorcidos pelo véu da ignorância, ou seja, nos dão respostas simples e erradas para casos complicados: desarmamento e bullying.

Desarmamento: esqueçamos ideologias, religiões, toda forma de alienação e sejamos lógicos. Não podemos - e nem devemos - querer transformar toda escola brasileira em presídio de segurança máxima de forma que ninguém de fora consiga adentrar em suas dependências, isto é fato. Como então defender nossos alunos? Me respondam com sinceridade: se um professor ou algum funcionário da escola estivesse portando uma arma, legalizada, obviamente, a tragédia toda não poderia ter sido bem menor? Oras, ao primeiro disparo efetuado pelo maluco, ele poderia ser abatido por uma arma legal e assim teríamos evitado o restante das mortes.

Uso este caso em particular pois é ele que está sendo usado pelo PT e por boa parte da Imprensa para justificar o... desarmamento dos cidadãos de bem! É como se dissessem: "olha, a coisa tá séria, a situação está perigosa, há muita violência, muita gente maluca com acesso à armas ilegais. Portanto, você, pessoa de bem, deve se prevenir e não usar arma alguma. Se alguém lhe agredir, faça como nos ensinou o judeu aquele e ofereça a outra face, oras". Não, não vou entrar no assunto religião, falo de política mesmo. Se bem que a mentalidade de nossos representantes políticos é formada basicamente pelo catolicismo mais imbecil que se possa imaginar. Uma mistura de Catolicismo e sub-marxismo forma todo o pensamento da América Latina, mas isso é assunto para um post específico. A questão é que o Estado quer indivíduos fracos, alienados e desarmados para assim poder controlá-los e escravizá-los cada vez mais. Os governos sabem que indivíduo forte, Estado fraco; Estado forte, indivíduo fraco. Como no Brasil só existe partido de esquerda, adivinhem qual será a pregação!   

Bullying: Outros estão justificando os assassinatos por um possível "bullying" que o atirador teria sofrido na infância. Sim, ninguém nega que fatos ocorridos na infância nos marcam de maneira proeminente. É nesse encontro da criança com o mundo, com a rua, com o diferente que se dá a descoberta da vida, mas também - e principalmente - de si mesmo. Cada um reage à sua maneira a tudo, inclusive ao que estão chamando de “bullying”. E dessa forma vai se construindo o adulto. Sim, o menino é pai do homem! Tanto o menino como o homem já estão ali se formando. E sim!, o homem é o homem e suas circunstâncias. Ninguém pode negar, entretanto, que cada um de nós é um Universo. Ou seja, cada um de nós irá agir e reagir de maneira diferente a cada desafio que a vida nos impõe. Alguns irão crescer e dar boas risadas de sua infância, outros, uma minoria, quero crer, torna-se-ão problemáticos durante a vida toda. Isso não é responsabilidade do outro, mas de cada um individualmente. O Inferno não são os outros! E triste que esse erro tenha sido proferido justamente por alguém que se queria “existencialista”. Esqueçam Sartre e leiam Hermann Hesse! No profundo e pesadíssimo “Demian”, uma análise perfeita sobre o contato do menino com o mundo, com a rua, com o diferente.

O que precisamos cada vez mais é sermos fortes para enfrentarmos o Estado e a Era da Mediocridade! Nos armemos, portanto! Com armas e com livros!







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