Blog do Vamp

O Vampiro de Curitiba




___"Estado, chamo eu, o lugar onde todos, bons ou malvados, são bebedores de veneno; Estado, o lugar onde todos, bons ou malvados, perdem-se a si mesmos; Estado, o lugar onde o lento suicídio de todos chama-se... "vida"!" (F. Nietzsche)

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Política ou Ciência? Ou: Quem é o Super-Homem?



(Stephen Hawking, o Super-Homem)



O leitor "Garganta" fez algumas colocações no post anterior sobre os assuntos que tenho colocado neste blog. Creio que devo uma explicação também a muitos outros que aqui frequentam e devem pensar o mesmo. Reproduzo, então, o comentário em que respondo a tais colocações:  

Garganta, de fato, se eu voltar a bater em política, os acessos ao blog aumentam de maneira vertiginosa, pois vira aquele fla/flu, as pessoas divulgam e comentam em outras páginas, etc.
Agora, pense nisso: o século XX foi marcado por movimentos político-ideológicos, surgiram Nazismo, Fascismo, Comunismo, Socialismo... Hoje, o que temos como princípio é o bom e velho Capitalismo. Ou seja, aquelas doutrinas todas desapareceram, não serviram pra nada, a não ser para causar sofrimento em milhões e milhões de pessoas. Já a ciência, as descobertas científicas, os avanços tecnológicos, as conquistas espaciais, estes, sim, trouxeram uma nova visão de mundo. Estes, sim, mudaram radicalmente as vidas das pessoas, mudaram o mundo para sempre e nos prometem um futuro glorioso à toda humanidade. Ninguém lembra de Marx, mas todo o mundo vive o mundo de Einstein.
Perguntaram acima quem seriam os super-homens de Nietzsche na atualidade. Alguém pouco esclarecido pode achar que sejam homens fortes fisicamente, ou políticos com poder, etc. Eu creio que o melhor exemplo de super-homem nietzscheano atual é um cara magrelo, doente, que vive em uma cadeira de rodas sem conseguir mexer um músculo sequer do corpo, um cara chamado Stephen Hawking.
Isso quer dizer que não escreverei mais sobre Política? Que estarei ausente nas lutas eleitorais? Não, não é isso. Criticar este ou qualquer Governo quando erra ou - e principalmente - quando quer restringir direitos para mim sagrados, direitos individuais, é obrigação de todos que pensam. Apenas creio que se dá muita importância a questões insignificantes enquanto no mundo discute-se idéias e conceitos absolutamente intrigantes sobre o Universo, sobre a própria vida. 
Reclamaram até dos meus roquinhos, vejam só! Garganta, este é bem antigo, mas vê se lhe satisfaz:



O Vampiro de Curitiba

Strindberg Sob Uma Perspectiva Nietzscheana

(A Ilha dos Mortos - Arnold Boecklin)


Kant nos ensinou que percebemos do mundo apenas o seu fenômeno, enquanto a coisa-em-si, aquilo que é a essência de tudo o que existe, nos é totalmente desconhecida. Vivemos, portanto, num mundo de representações, percebendo da coisa-em-si apenas aquilo que nossos sentidos nos permitem perceber. Quando descobrimos que não temos conhecimento do mundo "real" - o da coisa-em-si - , mas apenas dos fenômenos, passamos a não ter mais certeza alguma sobre nossas vidas, já que nós mesmos somos, também, Coisa-em-si e Fenômeno. Ghost Sonata, de Strindberg, nos mostra de forma radical esse mundo em que nada do que vemos é realmente aquilo que pensamos ver. Realidade e fantasia se misturam o tempo todo. É o Teatro Onírico. A vida aprendida como sonho. O Teatro aprendido como sonho de um sonho. O sonho é a própria vida. Ora a enxergamos como coisa-em-si, ora como fenômeno. Acabamos, assim, não mais diferenciando realidade de sonho.

Schopenhauer, influenciado pela cultura oriental, principalmente pelo Budismo, transforma radicalmente o pensamento Ocidental ao afirmar que sim!, podemos tirar de nossos olhos o Véu de Maya dos fenômenos e ter conhecimento da coisa-em-si Kantiana. Para ele o mundo é Vontade e Representação. Vontade é a coisa-em-si; Representação é o fenômeno. Nós também somos Vontade e Representação: nossos dentes, nosso esôfago e o canal intestinal, por exemplo, nada mais são do que a fome objetivada. E assim em toda a Natureza. Como os budistas, Schopenhauer considerava que o mundo físico em que vivemos é dor e sofrimento, já que satisfeito um prazer outros surgirão infinitamente. Acreditava que a única forma de o homem se libertar do sofrimento na Terra seria negando a Vontade. Strindberg, não por acaso, considerava a Sonata Fantasma como "um drama Budista". Todos os personagens só terão a redenção após serem purificados pela dor e pelo sofrimento. E só a morte os libertará de seus grilhões.

Nietzsche percebeu que Schopenhauer havia vislumbrado nada mais, nada menos do que o funcionamento do Universo inteiro -antes de Schopenhauer, apenas Spinoza havia tido este despertar. E percebeu também que mesmo o brilhante Schopenhauer estava preso em moralismos e valores que o impediam de dar o passo seguinte. Nietzsche deu este passo: o homem deve não negar a Vontade, mas afirmá-la! Nietzsche destruiu assim todo o pensamento Ocidental, o Cristianismo, o Budismo, todas as religiões e o próprio Deus.

Strindberg chegou a trocar cartas com Nietzsche, mas, pelo que parece, também ele estava amarrado ao Cristianismo e ao Budismo a ponto de não perceber o Super-homem que surgia. Entretanto, foi influenciado por Nietzsche na questão de analisar a relação entre pessoas como sendo uma relação de poder. Na Sonata Fantasma isso é evidente: pessoas se tornam escravas umas das outras sem sequer saberem os reais motivos desta escravidão. A relação entre pessoas é de tal forma difícil, agressiva que o próprio Strindberg se torna praticamente um misógeno. Homens e mulheres são verdadeiros inimigos. A familia é a origem de todo mal. Os personagens são presos ao passado, presos em relações interpessoais que os impossibilitam de qualquer vida. A vida, aliás, é própria morte na Terra.

A Sonata dos Fantasmas é isto: vivos convivendo com mortos; realidade convivendo com fantasia. Pouco importa quem são os personagens, importa o que eles representam em relação aos outros. Uns existem somente em função de outros. Não há um protagonista, não há um foco central, não há definição de tempo ou espaço. O que agora é, logo se torna seu oposto. A jovem bela é hoje velha, feia e louca. O bom e honesto homem é na verdade um canalha. A vida é morte. O sonho é a própria vida. O Teatro é o sonho do sonho.


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Nietzsche X Schopenhauer. Ou: A Alegria Superando A Dor

Uma!

Alerta, homem!

Duas!

Que diz a meia-noite profunda?

Três!

"Tenho dormido, tenho dormido...

Quatro!

"De um profundo sono despertei.

Cinco!

"O mundo é profundo...

Seis!

"E mais profundo do que o dia julgava.

Sete!

"Profunda é a sua dor...

Oito!

"E a alegria... mais profunda que a aflição.

Nove!

"A dor diz: Passa!

Dez!

"Mas toda alegria quer a eternidade...

Onze!

"Quer profunda eternidade!

Doze!


(Friedrich Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, O Outro Canto do Baile, III ) 


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O Futebol Inteligente


Não tenho muito a dizer.
E embarco em breve para Brasilia.
Lembram do genial Monty Python? Enquanto me preparo para assistir Alemanha X Gana, curtam esse vídeo abaixo. Alemanha X Grecia. Este jogo eu gostaria de assistir, mas, por favor, sem as malditas vuvuzelas!








OBS: Tudo bem, Nietzsche levou cartão amarelo. Mas e o velho Marx, que decepção!!!!


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Só Um Pouco de Malandragem

Questões pessoais nos afastaram um pouco, né?

Está tudo bem!

"O que não me mata, fortalece-me!", como disse o Filósofo. Ou, se preferirem uma versão, digamos, mais popular: "O que não mata, engorda!"

Precisamos apenas de um pouco de malandragem para encarar a tal de "vida".

Os comentários viraram uma bagunça, eu sei. Vou resolver também este problema. Talvez a moderação seja a saída, vamos ver.

Com o tempo eu vou aprendendo a lidar com o Blog. E com a vida.


"Malandragem", do grande Cazuza e Frejat, com Cassia Eller:




"Quem sabe a vida é não sonhar..."



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