(Debora Lyra, Miss Brasil 2010)
Já temos nossa Miss Brasil 2010. Já escalamos nossa Seleção Brasileira de futebol. Já escolhemos nossos candidatos à Presidência da República...
A Miss Brasil deste ano, escolhida não sei por quem, está longe de ser a mais bela entre as nativas, mas representa a tal da "beleza da mulher brasileira", entenda-se o que for por essa expressão. Sem preconceitos, óbvio - já que somos um povo de mente aberta (sic) - isso quer dizer nada mais nada menos que loiras estão proibidas, apenas as morenas podem nos representar.
A Seleção de futebol escolhida pelo técnico Dunga (?) foi criticada por todos por não levar os grandes craques do esporte. Foram escolhidos os mais ou menos, mas todos de confiança do técnico, todos muito bem comportados, etc. e tal.
Os candidatos que os partidos políticos escolheram para disputar a eleição deste ano para Presidente são três esquerdistas, embora todos eles tentem negar essa adjetivação. São todos subprodutos de uma mistura do pseudo-marxismo ensinado nas Universidades tupiniquins com o resto do cristianismo latino-americano. Todos tentam disfarçar o esquerdismo bocó do qual são crias, mas nenhum se diz de "direita", nem sequer de "centro". Ser de direita num país caipira e colonizado pelos moralistas pedófilos da Igreja Católica é pecado.
Desde o Descobrimento até hoje ensinam nossas crianças a serem dependentes de esmolas - ou do Estado ou das Igrejas. Disputar eleições no Brasil, sem ter o atestado ideológico que indique que o candidato é de esquerda, é como ser loira e disputar um Miss Brasil. Ou ser craque de futebol mas não ser amiguinho da CBF: pode ser o melhor, mas na Seleção Brasileira ele não entra.
A Inglaterra, assim como toda Europa, está vivenciando uma "direitização" tanto nos costumes como na política. Eles, os europeus, gostam muito de candidatos operários, esquerdistas oprimidos, etc., mas longe deles. Admiram muito o presidente Lula, mas jamais votariam num candidato semi-analfabeto. Ou seja, eles gostam de um certo exotismo, mas bem longe deles. Se for na África ou na América Latina, tanto melhor.
E assim vamos levando nossa mediocridade: não seremos campeões do mundo no futebol; não ganharemos o Miss Universo; elegeremos um presidente medíocre. Mas continuamos sendo o povo mais feliz do planeta. Ao menos aos olhos do colonizadores europeus. É como se não tivéssemos uma existência real, é só pra inglês ver!
PS.: Já tenho meu candidato para essas eleições. E recomendo:
O Vampiro de Curitiba
