Blog do Vamp

O Vampiro de Curitiba




___"Estado, chamo eu, o lugar onde todos, bons ou malvados, são bebedores de veneno; Estado, o lugar onde todos, bons ou malvados, perdem-se a si mesmos; Estado, o lugar onde o lento suicídio de todos chama-se... "vida"!" (F. Nietzsche)

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Obama No Brasil

Óbvio que eu não poderia deixar de comentar sobre a visita do presidente Obama ao Brasil. O problema é que demorei para o fazer e, depois de já ter escrito um texto sobre o assunto, li um artigo do Guilherme Fiuza para o jornal O Globo. Resumindo a história: o artigo do Guilherme Fiuza é extremamente semelhante ao que eu acabara de escrever! Fazer o quê? Bem, acho que meu texto iria parecer plágio do citado artigo. Paciência! Como o Guilherme Fiuza saiu na frente, fiquem com o artigo dele:


                       "O negro, a mulher e o circo". (Guilherme Fiuza, para o jornal O Globo)


Os intelectuais de esquerda estão confusos. Com a visita do presidente dos Estados Unidos ao Brasil, está difícil escolher o tema do manifesto contra alguma coisa. Obama é negro e yankee. E agora? Com Bush a vida era muito mais fácil. Bastava copiar um dos panfletos do cineasta Michael Moore, maldizer o poder dos brancos, corpulentos e egoístas, e sair para o abraço no Teatro Casa Grande. Mas esse imperialista negro e magro é uma dor de cabeça para os indignados. O dicionário dos progressistas entrou em curto. Isso só pode ser coisa da CIA.

O governo do PT estava tranquilo até outro dia, fazendo carinho em Kadafi para libertar o mundo das garras yankees. Aí veio a realidade - essa entidade alienada - atrapalhar o conto de fadas revolucionário. No mesmo momento em que exaltar o ditador líbio se tornou uma coisa, por assim dizer, meio cafona, o presidente americano resolve baixar no Brasil. Para bagunçar ainda mais os estereótipos, Obama tem origem árabe - o que na cartilha da esquerda é sinônimo de bonzinho. Que palavra de ordem gritar para um monstro do bem?


A militância petista decidiu, por via das dúvidas, vaiá-lo. Afinal, acima das atenuantes politicamente corretas, o homem é o chefe da Casa Branca. Não dá para ser condescendente com um inimigo do companheiro Fidel. Mas essa decisão provocou um racha no partido. O governo popular já tinha decidido que, em lugar do velho rosnado terceiro-mundista, seria melhor seguir a linha da apoteose do oprimido: o encontro triunfal da primeira presidente mulher com o primeiro presidente negro.


Aí as vaias de partidários de Dilma a Obama iam estragar o enredo. Mas as bases do PT no Rio de Janeiro sustentaram que não dava para ver um presidente americano passar sem protestar. A direção do partido então resolveu a parada. Deixou de lado a conversa de liberdade para as minorias e, enchendo o companheiro Fidel de orgulho, baixou a censura de opinião para todos os filiados. Mais democrático do que isso, só se mandasse os dissidentes passarem o fim de semana em Teerã, para um workshop com o camarada Ahmadinejad sobre radioatividade.


Tudo pela tolerância - desde que com as coisas certas. Recentemente, um grupo de negros protestou nas ruas do Rio contra um bloco carnavalesco que homenageava Monteiro Lobato. Isso é tolerável. As "Caçadas de Pedrinho" não estão protegidas por lei, podem ser avacalhadas à vontade. Mas se alguém reagir a quem as está avacalhando pode ir preso. Reduzir um clássico da literatura a uma pinimba ideológica não é crime. Segundo os valores do Brasil de hoje, o que cada um faz ou pensa pode não ser tão importante quanto a cor da sua pele. Cuidado com quem você vaia.


O presidente da nação mais poderosa do mundo é, antes de tudo, um negro - pelo menos segundo a moderna ditadura dos estereótipos progressistas. E o grande projeto do novo governo brasileiro é ser chefiado por uma "presidenta", ordenhando essa panaceia sexista até a última gota. Ninguém sabe direito o que faz ou pensa Dilma Rousseff, mas na era do slogan o que importa é a excitação do imaginário. Talvez por isso, um governo prestes a completar três meses de vida sem um único projeto relevante gaste os tubos com proselitismo feminista.


No Dia Internacional da Mulher - a data mais machista do calendário mundial -, o governo federal veiculou na TV uma propaganda diferente. Mostrava uma menina mulata em variadas situações de brincadeiras infantis. E uma locutora dizendo que, no Brasil de hoje - o da "presidenta", bem entendido -, ela poderá ser o que quiser quando crescer. Espera-se que possa mesmo. De preferência, tendo ideias próprias, e não carregada na carona de algum padrinho populista.


Duas mulheres foram escaladas para receber Obama, o negro, em sua chegada a Brasília. As duas diplomatas infelizmente não são negras, mas o respeitável público há de perdoar essa gafe. Se elas declararem que não gostam de Monteiro Lobato, fica tudo certo. Como se vê, a cota de criatividade das "ações afirmativas" na recepção brasileira ao presidente americano não tem limites. Mulheres e negros jamais serão os mesmos depois de todo esse folclore politicamente correto. Espera-se que não gastem todas essas esmolas morais em cachaça. Melhor psicanálise.


No aquecimento para o grande circo das minorias, Dilma recebeu a cantora Shakira. Fez pose com o violão que ganhou da colombiana para combater a pobreza. O feminismo não poderia prescindir dessa imagem. Mas se o negócio é vender símbolos, está faltando uma foto com a Bruna Surfistinha. Ela não é militante, nem engajada, mas pelo menos é sincera.


E não ganha a vida com slogans.

(Texto de Guilherme Fiuza, para o jornal O Globo)


O Vampiro de Curitiba

Ideologia X Arte


Não sei se vocês, leitores, estão acompanhando estes primeiros momentos do Governo do PT com Dilma Roussef na presidência do Executivo. Acontece exatamente aquilo que qualquer pessoa minimamente esclarecida já esperava: Dilma vem traindo todos aqueles idiotas "progressistas" que caíram na lábia petista.

Na campanha eleitoral vale tudo, desde culpar a "mídia golpista" pelos escândalos de corrupção até mentir descaradamente sobre a situação econômica do país. Já no Governo, passada a eleição, a verdade se impõe inexoravelmente. O problema é que os otários "progressistas" continuam acreditando nas mentiras pré-eleitorais. A raiva, o ódio, destilados irresponsavelmente pelo PT com o objetivo de dividir a sociedade, já estão entranhados na militância.

Exemplo disso foi a demissão do jurássico chavista Emir Sader antes mesmo de sua posse na Casa de Rui Barbosa. Sader, petista desde sempre, foi um dos mais ferozes críticos do PSDB e de José Serra. A militância esperava que ele assumisse o Ministério da Cultura. Mas como colocar um semi-analfabeto como Sader em algum cargo relevante? Sobrou para ele um carguinho no terceiro escalão, justamente na Casa de Rui Barbosa. Resolveu, então, expressar toda sua cultura em entrevistas à "mídia golpista". Perdeu também o terceiro escalão. Agora talvez seja o carregador de malas oficial de Lula no seu futuro Instituto...  

A estupidez esquerdista que cega a todo aquele que faz questão de não enxergar a realidade para não ter de admitir que foi usado por políticos corruptos como massa de manobra não é um privilégio dos brasileiros. Na Argentina a presidente Cristina Kirchner também teve de rebolar para convencer seus militontos a não serem assim, digamos, tão esquerdistas. Leiam abaixo a reportagem da Folha.com e vejam o absurdo a que chegamos: é a ideologia, mais uma vez, contra a Arte. 

 Cristina Kirchner intervém contra veto a Vargas Llosa

LUCAS FERRAZ


DE BUENOS AIRES

A tentativa de vetar a participação do escritor Mario Vargas Llosa na abertura da Feira Internacional do Livro de Buenos Aires por divergências políticas e ideológicas abriu uma polêmica na Argentina só amenizada após intervenção da presidente Cristina Kirchner.

Um grupo de escritores e intelectuais simpáticos ao governo pediu formalmente que o Nobel de literatura fosse barrado da inauguração do evento, em abril, por "não ser adepto da corrente de ideias que abriga a sociedade argentina".

Vargas Llosa é crítico do peronismo e, em entrevistas, fez duras declarações contra os Kirchner, afirmando que o governo de Cristina é "um desastre total".
 O presidente da Biblioteca Nacional argentina, Horacio González, escreveu à Fundação do Livro, organizadora da feira, pedindo veto ao escritor peruano.
 González, na carta, diz que Vargas Llosa é um "autoritário messiânico", cuja presença na abertura da feira era "inoportuna".


O comunicado recebeu o apoio do Carta Aberta, um grupo de intelectuais argentinos que considera política a escolha do escritor --o país terá eleições em outubro.

Em entrevista ao diário espanhol "El País", ontem, Mario Vargas Llosa considerou "lamentável" a polêmica e disse que estará na abertura do evento, no próximo mês.

"A única vez que me ocorreu isso foi durante a ditadura militar, quando um general proibiu meus livros", disse o escritor sobre a censura sofrida na Argentina nos anos 1970.

FREIO
 Quem freou a polêmica foi a presidente Cristina Kirchner, que ligou para o presidente da Biblioteca Nacional, pedindo retratação.

Ele acatou. Escreveu nova carta dizendo-se favorável à "livre expressão das ideais políticas" e "comprometido com toda discussão que sirva para dar mais qualidade à vida democrática".


Indagado se seu gesto não era autoritário, González negou e disse à Folha que a discussão é "ampla".

"Trata-se de um debate político-cultural que estamos desenvolvendo na Argentina, principalmente sobre o papel do intelectual na sociedade contemporânea", diz.

Apesar de ressaltar que aprecia a literatura de Llosa, o presidente da Biblioteca Nacional fez questão de reafirmar que a escolha de seu nome foi "meramente política". "Preferíamos na abertura um escritor argentino", concorda Alejandro Vaccaro, presidente da Sociedade Argentina de Escritores.

"Vargas Llosa é um político fracassado [ele concorreu à Presidência no Peru nos anos 1990] e tem ideais equivocados sobre a América Latina e a Argentina".

Vários escritores condenaram a tentativa de vetar a presença do peruano no evento.

Gustavo Canevaro, presidente da Fundação do Livro e organizador da feira, afirmou àFolha que a presença de Llosa está mantida.

"Essas polêmicas são normais na Argentina", disse.

"Claro que há sempre um componente político, mas não estamos interessados nisso. É mais rico o debate cultural e o prestígio de ter na abertura um prêmio Nobel".

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Comprei o livro do Lobão "50 Anos A Mil". É de uma leitura fácil, agradável e nos conta não apenas sobre a vida do roqueiro, mas a história de uma geração. Vale muito a pena, recomendo.

Confesso que não curto muito show acústico, acho que o negócio mesmo tem de ser plugado, mas a MTV vem fazendo shows acústicos maravilhosos. Fiquem com Lobão:








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Retornando à Era da Mediocridade (Atualizado: Morre Ellen Stewart, a La MaMa)

É com profunda tristeza que comunico o falecimento de Ellen Stewart, a La MaMa, pessoa de extrema importância para o Teatro em geral e particularmente para o Teatro de Gerald Thomas. O falecimento ocorreu ontem, dia 13 de Janeiro de 2011. 

Do New York Times:

Ellen Stewart of LaMaMa Has Died at 91



By PATRICK HEALY


1:20 p.m.
Updated Ellen Stewart, an ever-optimistic force for avant garde theater nationally and at her landmark spot in New York City, La MaMa Experimental Theater Club, died on Thursday morning at Beth Israel Hospital, her press agent Sam Rudy said. She was 91.

Ruby Washington/The New York Times

Ellen Stewart in 2006.Mr. Rudy said that she died of natural causes after an extended, heart-related illness. A former fashion designer, Ms. Stewart opened a basement coffeehouse in 1961 in what is now the East Village, and named it Cafe La MaMa; as it grew and evolved into a theatrical space, La MaMa became known as a warm, safe home for artistic innovation and writers and actors who felt outside of the mainstream. Among the playwrights whose early work was presented on its stage were Harold Pinter, Sam Shepard, and Lanford Wilson; the actors Harvey Keitel, Jill Clayburgh, Bette Midler and Nick Nolte performed there. Harvey Fierstein created “Torch Song Trilogy” at La MaMa before its critically acclaimed transfer to Broadway.

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Como os leitores puderam perceber, dei uma "fugida" por uns dias. Não chegou a ser uma fuga do mundo real, mas ao menos da triste e melancólica realidade daqueles dias submissos e vulgares.

Mas não tem jeito, a normalidade me chama, a mediocridade me quer, e a realidade é insistente. E aqui estou, novamente, me lambuzando de insignificâncias cotidianas,  de mesmices televisisvas,   de notícias de um país que optou pela mediocridade política, cultural e social.

O Brasil se tornou essa imensa tela onde vemos o passado se apresentar como futuro, onde os medíocres governam para si mesmos e onde os idiotas se proliferam como insetos que são. As tragédias se repetem; mais algumas centenas de corpos debaixo da lama, literalmente, agora na serra carioca. A diferença é que agora também os ricos estão desfrutando da maneira petista de governar. A "elite" agora também morre soterrada. 

Os Governos aprenderam a lição do grande mestre Lula e já nem se preocupam mais em dar desculpas ou jogar suas respectivas culpas nas outras esferas do poder. Centenas de brasileiros mortos pela incompetência e corrupção, mas está tudo certo: logo teremos o Carnaval e continuaremos a ser o povo mais feliz do planeta!  O brasileiro está submerso na lama, mas o Brasil será o país do futuro. Viva o Brasil! Viva o Carnaval! Viva a lama!


Como, leitor, enfrentar essa Era da Mediocridade? Com Rolling Stones ou com Mozart? Eu escolho ambos:  





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Na Caverna Com Platão

 Na obra A República, Platão, há quase 2.500 anos atrás, descreve o Mito da Caverna. Nesta alegoria o filósofo narra a vida de pessoas que nasceram dentro de uma caverna e têm como conhecimento do mundo externo apenas sombras que percebem do mundo real. Como não conhecem verdadeiramente o mundo, pois nunca o viram realmente, imaginam que as sombras distorcidas que vêem correspondem à realidade concreta. 

A América Latina é nossa imensa caverna platônica. Como só conhecemos miséria, corrupção e violência, imaginamos que o mundo inteiro seja desta mesma forma. Então surgem os "revolucionários" e "progressistas" que, por incrível que posssa nos parecer, em vez de pregarem a destruição das correntes que nos aprisionam à escuridão, esses idealistas do obscurantismo pregam "justiça social"  para os encarcerados. Continuamos dentro da maldita caverna, "socializando" nossas misérias. Em vez de nos fornecerem a luz, a vida na civilização, o futuro, líderes como Chavez e Lula querem nos presentear com museus de grandes novidades, rumo ao Socialismo (!). 

Depois de todas as pesquisas terem apontado uma vitória, já no primeiro turno, das forças das trevas, eis que vislumbramos uma luz, uma chance de, ao menos no Brasil, podermos sair de dentro de nossos medos e enfrentar o mundo real. José Serra tem chances reais de vencer as eleições, nem tudo está perdido.

O PT, apesar do medo que a Imprensa tem em expôr suas (do partido) contradições e, a bem da verdade, estar, também ela, quase que inteiramente cega pela escuridão, sofreu uma grande derrota eleitoral. O partido do grande guia Lula desapareceu dos grandes centros urbanos e sobrevive apenas nos grotões do Norte e Nordeste, ainda assim dividindo o poder com coronéis como Sarney, Collor e Renan Calheiros. No Sul e Sudeste cada vez mais pessoas se recusam a viver em cavernas; querem fazer parte da civilização.

O Partido dos Trabalhadores, apavorado com a possibilidade de perder seus carguinhos públicos e ter de aprender a trabalhar honestamente para sobreviver, resolveu reagir e conclamar seus antigos aliados, os artistas. Descobriu, então, que o tempo não pára: os únicos artistas que ainda apóiam o partido têm mais de 80 anos. Alguns chegaram ao encontro petista em cadeiras de rodas! 

Lula, tempos atrás, num delírio de lucidez, disse que só se permanece socialista após os 60 anos quem tem problemas mentais. Eu reduzo esta idade para 15 anos. Chico Buarque e Oscar Niemeyer nos mostram que Platão, há quase 2.500 anos atrás, é  quem estava certo: para quem vive numa caverna, as coisas só pioram com o tempo. Mas não, o tempo não pára!





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Mainardi: Agora, Mozart!

Texto de Diogo Mainardi que estará na revista Veja desta  semana:



Agora, Mozart!


“Entre Lula e o vaso sanitário da Toto, interesso-me muito mais pelo vaso sanitário da Toto. Se o maior mérito de Lula foi ter evitado mexer na economia, posso garantir que o vaso sanitário da Toto teria mexido ainda menos”

Demi Moore tem um Toto. Brad Pitt tem um Toto. Madonna tem um Toto. Leonardo DiCaprio tem um Toto. Nesta semana, imitei-os e também encomendei um Toto.

O que é Toto? Toto é um vaso sanitário. Mais exatamente: Toto é uma marca japonesa de vasos sanitários. O modelo que encomendei foi o Neorest 550. Uma reportagem da revista Barron’s apelidou-o de “Maserati do encanamento”. Para mim, foi a reportagem do ano.

O Neorest 550 tem a tampa aquecida. Segundo a Barron’s, Whoopi Goldberg, que mandou instalar vasos sanitários da Toto em seus seis banheiros, aprecia particularmente essa característica. A tampa sobe e desce automaticamente. E se higieniza depois de cada uso. Para abafar os sons provenientes do banheiro, o Neorest 550 toca Mozart. Enquanto isso, um catalisador se encarrega de eliminar os odores mais repulsivos.

O motivo que me levou a encomendar o Neorest 550, porém, foi outro. Ele possui um mecanismo interno que, acionado por con-trole remoto, funciona como um bidê, borrifando água morna do centro, da parte dianteira e da parte traseira. Em seguida, um jato de ar quente enxuga a área umedecida. Tito, meu menino mais ve-lho, tem uma série de impedimentos motores, mas faz quase tudo sozinho, exceto ir ao banheiro. Com o Toto, Tito poderá superar também essa barreira.

Nos últimos oito anos, publiquei um monte de artigos sobre Lula. A partir deste domingo, com a escolha de um novo presidente, ele ficará para trás. Nunca mais terei de citar seu nome. Nunca mais precisarei saber o que ele diz. Poderei me dedicar a temas menos passageiros, como o vaso sanitário da Toto.

Pessoalmente, meu interesse por Lula sempre foi nulo. Em 2002, quando foi eleito pela primeira vez, eu o via como um gordinho oportunista. Agora, em 2010, depois de dois mandatos sucessivos, continuo a vê-lo da mesma maneira: como um gordinho oportunista. Entre Lula e o vaso sanitário da Toto, interesso-me muito mais pelo vaso sanitário da Toto. Se o maior mérito de Lula, reconhecido por todos, foi ter evitado mexer na economia, posso garantir que o vaso sanitário da Toto, em seu lugar, teria mexido ainda menos. E teria tocado Mozart para abafar os sons provenientes do PT.

Mas, assim como Lula aparelhou a Anac, ele aparelhou também, por longo tempo, minha coluna. Semanalmente, ao abrir a gaveta de minha escrivaninha, eu me surpreendia com o que encontrava e dizia: “Caraca, mais um aparentado de Erenice Guerra está escondido aqui dentro!”. E, em vez de escrever sobre o vaso sanitário da Toto, acabava escrevendo outro artigo sobre Lula.

Neste domingo, Lula tentará eleger uma aparentada de Erenice Guerra como sua sucessora. Será seu ato final. Depois disso, acabou. Escrevo seu nome pela última vez em minha vida: Lula. E agora? Agora, Mozart!







Por Diogo Mainardi
 

A Síndrome de Dom Quixote Vira-lata

Texto originariamente publicado no Blog do Gerald Thomas, em 08/12/2008



Banânia está em festa! E qual o motivo de tanta comemoração? Atingimos, por acaso, a perfeição em nosso sistema de Saúde Pública? Estamos oferecendo às nossas crianças uma educação de Primeiro Mundo? Não, saúde e educação, no Brasil, são supérfluas. Não interessa à esquerda um povo educado. Educação não rima com bolsa-esmola. O motivo de tanta agitação é a aprovação recorde do Grande Líder, do grande herói, Luis Inácio Lula da Silva.

Para entender como chegamos a essa situação bizarra em que, depois de tanta corrupção, tanto mensalão, tanto desleixo com a coisa pública, enfim, tanto desgoverno, a aprovação do Presidente da República só tem aumentado, precisamos fazer uma breve retrospectiva:

Uma mistura de catolicismo tropical – com aquele papo de que “é mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino do Céu”- com o submarxismo ensinado nas Universidades, gerou, na América Latina, uma cultura do “pobrismo”, do vitimismo. Acrescentando a essa cultura um toque de “jeitinho brasileiro”, formou-se o senso comum do Brasil. Um paradoxo de ufanismo e falta de segurança, onde tudo que é nacional é melhor, mas sempre é preciso a aprovação do exterior. Ninguém dá muita bola para, por exemplo, a capoeira. Mas se aparece uma TV estrangeira filmando nossos bravos capoeiristas, logo dizemos que este esporte é maravilhoso; surgem teorias as mais exóticas explicando como a capoeira levanta a auto-estima do povo, etc., etc. Síndrome de vira-lata. Vira-lata ufanista.

O senso comum brasileiro, confuso por natureza, foi um ambiente propício para o desenvolvimento dessa Esquerda católica e pseudo-marxista que é o PT. Na oposição o esquerdista era um Dom Quixote, aquele herói lunático que pretendia salvar o Mundo das forças do Mal (no caso, ”das elites”), lutando contra moinhos de vento, imaginando que venceria gigantes. Não, o Capitalismo não era um gigante a ser vencido! Os males que atormentam o povo brasileiro não foram causados pelo Capitalismo, mas pela falta dele. Agora, na situação, viraram Dom Quixote às avessas. Olham para a crise (ver post baixo, escrito por Gerald Thomas) que se aproxima, mas, covardes que são, recusam-se a encará-la. Agora que o sangue que escorre pelo chão é verdadeiro, fingem que se trata de vinho tinto: “É apenas uma marolinha”. Ou então: “Não, isso não é mensalão, é apenas caixa-dois”.

Uma parte da imprensa bem que tenta mostrar a realidade a esse Dom Quixote dos trópicos em que se transformou nosso senso comum, mostrando as loucuras que são cometidas pelo devaneio esquerdista. Em contra-partida o Governo até ameaçou criar um conselho nacional de jornalistas com o objetivo de controlar, fiscalizar a mídia, mas nem foi preciso: o “jeitinho brasileiro” se deu mesmo com publicidade estatal. O cala-boca é pago com dinheiro do próprio gigante adormecido, óbvio. E a Imprensa acabou assumindo o papel do fiel escudeiro Sancho Pança. Ela sempre desconfia da porra-louquice do Cavaleiro Andante, mas sempre lhe faz as vontades à espera de um pedaço do governo, ou, simplesmente, de uma boa merenda. Quando alguém ousa chamar a atenção do senso quixotesco, Sancho sempre aparece para salvá-lo: “Não, meu senhor, cavaleiros só travam batalhas com outros cavaleiros. Este que aí está a desafiá-lo não é um cavaleiro, é um “direitista”, não dê atenção a ele.”

A festa continua. Nosso Dom Quixote, embriagado pelo sucesso (ou literalmente) não cansa de destilar (ops!) suas asneiras. Para 70% da população ele é um herói. Eu faço parte da minoria que o considera apenas um idiota.





O Vampiro de Curitiba



Sob o Domínio da Estupidez

O Brasil, na Era da Mediocridade, volta e meia nos presenteia com as estripulias da nova classe dominante que chegou ao poder junto com Lula. Estamos vivendo a época do mano Netinho, do palhaço Tiririca, do pai Lula,  da mãe Dilma e da tia Erenice. Resumindo, para não me alongar mais que o necessário, estamos vivendo uma espécie de rebaixamento das Instituições, das idéias, das pessoas.

Sexta-feira, no post abaixo deste, publiquei algumas imagens do artista plástico Gil Vicente (não, não é o grande dramaturgo português!). São desenhos belíssimos, em carvão sobre papel, numa espécie de auto-retrato ("autorretrato" como  quer o novo acordo ortográfico, não dá!) em que o próprio artista aparece "matando" personalidades públicas. Entre os "assassinados" estão a Rainha da Inglaterra, o Papa, Lula, FHC e outros. As imagens geraram polêmica e acabaram sendo CENSURADAS pela Bienal, o que eu acho um absurdo, óbvio. A Arte não tem compromisso algum com o politicamente-correto, muitíssimo pelo contrário. Mas o absurdo maior é o que eu passo a compartilhar com vocês no parágrafo seguinte.

Havia apenas meia-hora da publicação do post com as imagens e começo a receber comentários naquela língua estranha, parecida com o Português. Gente indignadíssima, revoltada mesmo, vomitando sua ignorância, numa linguagem chula, argumentos toscos. Hummm... acho que conheço essa gente! Não deu outra: entrei no blog do jornalista de serviços - não estou sendo sarcástico, o próprio se auto-denomina "jornalista de serviços". Eles perderam a compostura! - Luis Nassif e o gênio havia aberto um post com a imagem de Gil Vicente "matando" Lula, o link para o meu blog e o título: "BLOG SUGERE ASSASSINATO DO PRESIDENTE LULA". Outra dúzia de blogs sujos também fizeram o mesmo, inclusive um estúpido daqui de Curitiba. Eu havia falado em rebaixamento das Instituições, idéias e pessoas? Pois é!

Mas ainda não é tudo. Vejam como eles agem: bem provavelmente algum leitor um pouquinho mais situado deve ter escrito "Nassif, aquilo ali são obras de arte, todo mundo tá comentando. O Vampiro de Curitiba é do Mal, mas não está sugerindo que ninguém mate o Lula, não." E agora? Como sair dessa? Oras, o valente Nassif nem titubeou, tirou o post que ele mesmo havia colocado trinta minutos antes! Fico imaginando o que não passou na cabeça dos espertíssimos leitores do Nassif: "Cadê o post? Ihh, sumiu! Deve ser coisa da C.I.A. Ou da Veja." 

Sobre Luis Nassif, vejam o que escreveu o Estadão no dia anterior: "A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) contratou há uma semana, sem licitação, os serviços do jornalista Luis Nassif por R$ 180 mil. O contrato terá vigência de seis meses. Foi assinado pela presidente da estatal, Tereza Cruvinel, no dia 16 e publicado na segunda-feira no Diário Oficial da União. (...) Nassif fechou um novo acordo depois de ter expirado, em julho, o contrato de R$ 1,2 milhão que tinha para fazer o programa Brasilianas."

Nem vou falar do contrato milionário que já venceu, esse dinheiro público a gente não recupera nunca mais. Vejamos: 180 mil, divididos por 6 meses,  dá um salário de R$ 30.000 mensais. Mais do que ganha o presidente da República. Mais que o teto permitido para funcionário público. Nassif respondeu em seu blog dizendo que o valor equivale ao que a Globonews paga a seus comentaristas. Nassif, só tem um probleminha, a Globonews paga o que bem entender a seus funcionários porque o dinheiro é dela, não do contribuinte. A Globonews não é pública. E, convenhamos, você, Nassif, não é o Merval Pereira. Longe disso. Muito longe disso.

A justificativa para a criação de uma emissora de TV estatal seria a de que nas TVs comerciais não são feitos programas culturais, pois cultura nem sempre atrai o grande público. Com a participação de um gênio como Nassif, nossa cultura para as massas vai longe! Rebaixamento das Instituições?  

Luis Nassif também recebe patrocínio, para seu blog, da Caixa Econômica Federal, da Petrobras e do BNDES. Isso mesmo, leitor: do BNDES! São ou não são a nova classe social, os burgueses do capital alheio (by ReinaldoAzevedo)?

PS: Sobre a possibilidade de Nassif integrar o futuro Governo da Mãe Dilma, clique aqui.



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A Semana


A Frase da Semana


"Como é que o presidente da República fala que tem que extirpar um partido? Não pode. O povo brasileiro não pode ouvir isso e não reclamar. E se a imprensa reclamar, vem um idiota dizer que a imprensa é golpista. Golpista é dizer que precisa destruir um partido político que existe legalmente." (Caetano Veloso)


 

As Imagens da Semana 





Todo o apoio a Gil Vicente!




 
Os Videos Da Semana

Divirtam-se e repassem!








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O Pós-Lula - Socialismo Com Banana

Maranhão do Sul *, 20 de Setembro, ano 66 da graça do nascimento do Grande Lider Lula ( 2011 do antigo calendário burguês). 


Diário Oficial da República Bananeira Bolivarista do Brasil 


1) O Presidente do Congresso, Senador Mano Netinho (PCdo B), apresenta projeto de lei no qual deixa de ser crime a violência física contra mulheres, desde que o agressor seja afro-descendente.

2) O Presidente da Câmara dos Deputados e Ministro da Cultura, Deputado Palhaço Tiririca, apresenta Emenda à lei Mano Netinho propondo que os palhaços profissionais também possam espancar suas cônjujes e acrescenta: "pior do que está, não fica".

3) A Ministra Especial Para Assuntos da Familia, Ministra Erenice Guerra, orienta os filhos e parentes de políticos  que ocupam cargo no Governo Federal para que a "taxa de sucesso" cobrada pela prole não ultrapasse 99% do valor total negociado pela Casa Civil.

4) O Ministro das Relações Não Institucionais, José Dirceu, nomeou o Ministro Joaquim Barbosa (ainda em licença médica) para mais 20 anos como presidente do Supremo Tribunal Federal. Janice Ascari será a nova Procuradora Geral. Antonio Carlos Atella Ferreira (PT) é o novo chefe da Receita Federal, enquanto Rubnei Quicoli será presidente do BNDES. Já a Caixa Econômica Federal ficará com algum membro da Familia Sarney.

5) O Ministro da Verdade, Franklin Martins, deu posse ao mais novo presidente da EBC (Lula News). O  ínclito jornalista Paulo Henrique Amorim foi o escolhido por seus serviços prestados no combate à Mídia** Golpista. Amorim afirmou que sua primeira medida será expulsar da EBC todos funcionários que tenham sobrenomes "Azevedo", "Mainardi", "Nunes" e "Kramer", se é que ainda exista algum.

6) O Presidente da Comissão de Ética Jornalística, jornalista de serviços Luis Nassif, que também é presidente de honra do BNDES (Blogueiros Neo-Dependentes do Estado Socialista), decide acabar com o uso de vírgulas na língua portuguesa. Nassif, grande conhecedor da língua, alega que a vírgula é apenas um instrumento usado pela antiga Midia** Burguesa para dificultar o entendimento da classe oprimida em sua  vã tentativa de conseguir ler um texto. 

7) O MSM, Movimento dos Sem Mérito, solicitou ao Ministro da Verdade, Franklin Martins, que todos os leitores de Internet devam ser obrigados a ler diariamente o blog do referido Movimento. Acha injusto que pessoas ainda ligadas à antiga Midia** Golpista possam escolher o que ler.  O MSM ameaçou colocar o maluco do megafone nas ruas caso não seja atendido.

8) A Presidente da ONG Socialites Socialistas, Marta Suplicy, apresentou importante projeto de Lei ao Senado Federal: a partir de hoje o medicamento "Botox" será fornecido gratuitamente a todas as filiadas do Partido Único.  "A gente é brega, mas não precisamos ser feias", disse ela.

9) O Ministro da Justiça, Delegado Protógenes (PC  do B), afirmou que a carta que enviara ao Presidente Obama dizendo que havia corrupção generalizada no Governo do Grande Guia Lula foi motivada por ataques ultra-secretos de judeus que querem desestabilizá-lo. Protógenes afirmou ainda que fará exames clínicos, pois suspeita que agentes do Mal tenham implantado um chip em seu corpo.

10) A Presidente Grande Mãe Dilma, juntamente com o Grande Pai e Guia Lula, avisam que nas próximas eleições não haverá eleições, já que o clima de disputa não é benéfico para a Sociedade. O próximo Presidente será o Ministro das Relações Não Institucionais José Dirceu.


* Nome da antiga cidade burguesa Curitiba
** Midia, em novilinguês, significa "Imprensa"


O Vampiro do Maranhão do Sul

Reage, Brasil!

(O Brasil não é deles!)

Ninguém seria idiota o suficiente para sugerir que o candidato tucano José Serra saia batendo no presidente Lula, com toda popularidade deste. Não estou propondo, portanto, que a Oposição faça em alguns dias de campanha eleitoral tudo aquilo que não fez em 8 anos de desgoverno lulo-petista. Sim, pois todas as denúncias contra os mensaleiros e aloprados partiram de gente de dentro do governo, numa guerra interna por poder e dinheiro público. A própria candidata Dilma Roussef sabe muito bem que só é a candidata de Lula por que outros petistas mais ilustres (sic!)  foram caindo um por um conforme ia aparecendo a corrupção mensaleira. Se dependesse de alguém da Oposição, Lula, em vez de ter 170% de aprovação, teria 340%.

Também não ví nada demais naquele papo de "sai Lula da Silva e entra o Zé." Sim, Lula e Serra são pessoas conhecidas pelo povo, participaram de outras eleições, têm história política e eleitoral. E neste ponto Lula assemelha-se muito mais a Serra do que à Dilma, que até ontem era uma desconhecida do PDT. Agora, alguém precisa alertar os marqueteiros de Serra que o povo já se pergunta: "Se até a Oposição elogia o Governo Lula, por que votar na Oposição?"

A campanha de Serra precisa ter cuidado para não perder votos entre os que enxergam com bons olhos o Governo Federal? Precisa, sim, sem dúvidas. Mas Serra tem de mostrar que é diferente de Dilma; que o Brasil corre o risco de retroagir em sua jovem democracia com o avanço dos bárbaros aloprados; que o Brasil não pode aceitar o apedrejamento dos dissidentes; que não aceitamos o controle da opinião pública por parte de um partido e seus bate-paus dos blogs sujos; que é um absurdo indicar incompetentes para ministros do Supremo Tribunal Federal só para que estes entrem de licença médica quando deveriam estar julgando e condenando os corruptos do Mensalão; que só em repúblicas bananeiras a Policia Federal fica sem verba até para combustível em época eleitoral, tudo para que nenhum petista graúdo seja preso perto das eleições. Enfim, Serra precisa mostrar ao eleitor que se eleito devolverá o Estado a seu povo, tirando-o das garras dos aloprados sindicalistas e de  grupelhos políticos.

A Oposição merece voltar ao poder? Isso é outra conversa. O importante, agora, é deter o avanço dessa máfia socialista especializada em roubar dinheiro público. Ou o Brasil de bem, trabalhador, que estuda, que quer se desenvolver e se transformar num país sério reage, ou veremos o Brasil ser dividido em capitanias hereditárias e doado a canalhas da pior espécie. O PMDB de Sarney e Renan Calheiros e o PT de Zé Diceu e Dilma já estão loteando os futuros ministérios. Imaginem o país nas mãos dessa gente, sem a fiscalização dos movimentos sociais, todos cooptados, sem a imparcialidade do Judiciário, também cooptado, com uma Imprensa engessada e dependente de anúncios públicos. Será o horror!

Vamos  pra cima dessa gente! Vamos mostrar para todo o brasileiro tudo aquilo que ele não sabe sobre quem são os petistas, sobre quem apóia o PT e quem o PT apóia, principalmente em nível internacional. Perder uma eleição é uma coisa, perder a vergonha na cara é outra totalmente diferente. Pau nesses canalhas



O Vampiro de Curitiba

Os Sujos E Os Limpinhos


(tempos "progressistas")


O candidato tucano José Serra afirmou que uma das maneiras do PT controlar a Imprensa é dando dinheiro público para os "blogs sujos", aqueles blogs de jornalistas que foram demitidos da Imprensa livre e hoje recebem da Lula News, Petrobras e Caixa Econômica Federal para fazer o serviço sujo contra Serra. Concordo com Serra. E aproveito para dizer aos leitores que este blog não recebe dinheiro público de qualquer espécie. Isto me torna livre para escrever o que bem entender. Coisa que pouca gente pode fazer ultimamente. Por outro lado, preciso trabalhar para sobreviver, por isso a demora muitas vezes na liberação dos comentários e na atualização de posts novos. Tenham paciência, portanto. É por uma boa causa, hehe...

Quem me acompanha sabe o que penso sobre os principais partidos políticos de Banânia, tanto os  do lulismo como os da oposição. Resumindo, PT e PSDB. O PT é isso aí que todos sabem, o partido do Mensalão, que apóia a tortura na ilha particular dos irmãos Castro; que apóia o apedrejamento de mulheres e crianças no Irã; que depois de 8 anos no poder não fez absolutamente nada na educação, saúde ou segurança; que pensa ter o poder divino para conduzir o povo - transformado em rebanho, infantilizado e dependente das esmolas do Grande Pai Lula. O PT sonha em controlar não apenas os aparelhos de Estado, sonha em controlar o pensamento do brasileiro, em destruir o indivíduo para que este seja forçado a aderir ao pensamento único do Partido, numa espécie bizarra e grotesca de gramscismo tupiniquim.

E o PSDB? A minha melhor definição para os tucanos é esta: o PSDB é um PT mais limpinho. Um PT de banho tomado. Ou de barba feita, se preferirem. Sejamos claros: Por que o PT chegou ao poder? Por incompetência dos tucanos. O PSDB esteve no poder, teve a chance de modernizar o país, baixar impostos, investir naquilo que é  o principal dever do Estado, naquilo que justificaria a própria existência do Estado: educação. E o que fez? Tudo bem, privatizou uma ou outra estatal, já que a roubalheira era vergonhosa até para os padrões brasileiros. Mais nada! 

O PT, óbvio, acusou (e continua acusando) a Imprensa de ter beneficiado o candidato tucano e prejudicado Lula nas eleições passadas. A verdade, talvez um tanto inconveniente para ambos, é que Fernando Henrique Cardoso poderia ter evitado a entrega do poder aos bárbaros, mas achou que ficaria melhor para sua biografia se passasse o poder às mãos de um operário. Deu no que deu! Na oposição, poderiam, ou melhor, deveriam ter pedido o impeachment de Lula quando Duda Mendonça confessou numa CPI que recebeu dinheiro no exterior para a campanha presidencial que elegeu Lula. Se este fosse um país minimamente sério, Lula deveria estar longe do poder, tomando cachaça em algum lugar do Nordeste. Mas não, já que o Mensalão poderia pegar um ou outro tucano graúdo, preferiram inventar aquela teoria maluca de deixar Lula sangrando até as próximas eleições. Deu no que deu!

A Imprensa também tem sua parcela de culpa por o Brasil estar voltando ao século retrasado. Sempre poupou Lula, sempre fechou os olhos para as bobagens feitas pelos petistas, nunca divulgou o que de fato aconteceu com o prefeito assassinado Celso Daniel, por exemplo. Em vez de combater, diziam que conseguiriam civilizar os petistas. Deu no que deu!

Hoje, em pleno Século XXl, vemos novamente a volta do fascismo orwelliano ganhando força com o Grande Pai Lula e a Grande Mãe Dilma. A Imprensa livre, que sempre defendeu não só o PT, mas de forma geral toda a esquerda, corre o risco de ser controlada por aqueles que sempre defendeu. Sai a Imprensa livre e quem assume são aqueles jornalistas achacadores que foram demitidos e hoje recebem da Lula News e estatais para fazer o jogo sujo. Sai aquele pensamento ingênuo dos bispos católicos que sempre defenderam o PT e a esquerda   e entra o Bispo Macedo. Os movimentos sociais, que sempre fiscalizaram os governos e que sempre defenderam o PT, hoje são estáticos sociais, cooptados pelo partido.  A UNE, que, bem ou mal, sempre esteve envolvida em grandes lutas, hoje se transformou nessa coisa patética chapa-branca.

Poderíamos ter feito um país de verdade. Hoje temos de escolher entre os sujos e os limpinhos...


(O Vampiro de Curitiba)

Crônica de Uma Morte Anunciada

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O Partido dos Trabalhadores é o verdadeiro retrato do Lula. O PT ficou a cara do Sarney! E o Brasil ficou a cara do Maranhão! (O Vampiro de Curitiba, 2009)




Em plena "Onda Vermelha", quando toda a Imprensa, com as raríssimas exceções de sempre, glorificava o Partido dos Trabalhadores, eu, sempre na contra-mão da estupidez, afirmava que o PT estava extinto. Não, não era torcida, era análise.

"Mas o Lula não tem 130% de aprovação?" Pois é, até as gerações futuras, segundo as "pesquisas", já apóiam Lula.  Mas Lula não é o PT! Lula não é o Brasil! Lula é Lula,  apenas e tão somente Lula. O que lhe interessa não é e nunca foi o futuro do PT. Muito menos do Brasil. Lula  preocupa-se, desde sempre, apenas com o seu próprio futuro.

Sobre o PT, deixo aqui as palavras de uma ex-petista. Até ontem era uma santa, a partir de hoje será considerada pelo partido uma traidora!  A opinião dessa gente muda assim, de um dia pro outro. Trata-se de uma carta de Sandra Starling, uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores. Depois volto com Ferreira Gullar, um poeta esquerdista que fala mais um pouco sobre o Führer.


Carta de Sandra Starling sobre o Partido dos Trabalhadores:

MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM TEM JUÍZO



Adeus ao Partido dos Trabalhadores

Ao tempo em que lutávamos para fundar o PT e apoiar o sindicalismo ainda “autêntico” pelo Brasil afora, aprendi a expressão que intitula este artigo. Era repetida à boca pequena pela peãozada, nas portas de fábricas ou em reuniões, quase clandestinas, para designar a opressão que pesava sobre eles dentro das empresas.Tantos anos mais tarde e vejo a mesma frase estampada em um blog jornalístico como conselho aos petistas diante da decisão tomada pela Direção Nacional, sob o patrocínio de Lula e sua candidata, para impor uma chapa comum PMDB/PT nas eleições deste ano em Minas Gerais.


É com o coração partido e lágrimas nos olhos que repudio essa frase e ouso afirmar que, talvez, eu não tenha mesmo juízo, mas não me curvarei à imposição de quem quer que seja dentro daquele que foi meu partido por tantos e tantos anos. Ajudei a fundá-lo, com muito sacrifício pessoal; tive a honra de ser a sua primeira candidata ao governo de Minas Gerais em 1982. Lá se vão vinte e oito anos! Tudo era alegria, coragem, audácia para aquele amontoado de gente de todo jeito: pobres, remediados, intelectuais, trabalhadores rurais, operários, desempregados, professores, estudantes.

Íamos de casa em casa tentando convencer as pessoas a se filiarem a um partido que nascia sem dono, “de baixo para cima”, dando “vez e voz” aos trabalhadores. Nossa crença abrigava a coragem de ser inocente e proclamar nossa pureza diante da política tradicional.


Vendíamos estrelinhas de plástico para não receber doações empresariais. Pedíamos que todos contribuíssem espontaneamente para um partido que nascia para não devermos nada aos tubarões. Em Minas, tivemos a ousadia de lançar uma mulher para candidata ao Governo e um negro, operário, como candidato ao Senado. E em Minas (antes, como talvez agora) jogava-se a partida decisiva para os rumos do País naquela época. Ali se forjava a transição pactuada, que segue sendo pacto para transição alguma.


Recordo tudo isso apenas para compartilhar as imagens que rondam minha tristeza. Não sou daqueles que pensam que, antes, éramos perfeitos. Reconheço erros e me dispus inúmeras vezes a superá-los. Isso me fez ficar no partido depois de experiências dolorosas que culminaram com a necessidade de me defender de uma absurda insinuação de falsidade ideológica, partida da língua de um aloprado que a usou, sem sucesso, como espada para me caluniar. Pensei que ficaria no PT até meu último dia de vida.


Mas não aceito fazer parte de uma farsa: participei de uma prévia para escolher um candidato petista ao governo, sem que se colocasse a hipótese de aliança com o PMDB. Prevalece, agora, a vontade dos de cima. Trocando em miúdos, vejo que é hora de, mais uma vez, parafrasear Chico Buarque: “Eu bato o portão sem fazer alarde. Eu levo a carteira de identidade. Uma saideira, muita saudade. E a leve impressão de que já vou tarde.”




Sobre o Führer, um outro esquerdista, o poeta Ferreira Gullar, é quem comenta. Este trecho que copio é uma parte da entrevista que Gullar concedeu ao jornal eletrônico O Tempo, uma semana depois de receber o prêmio Camões de Literartura. A entrevista é longa e Gullar fala mais sobre o poeta Augusto dos Anjos, mas também falou sobre política. Vejam estes trechos da entrevista:

Neste ano temos eleição presidencial. Você está animado? Ah, vai ser uma batalha. Os dois candidatos estão empatados. Espero que o Serra ganhe. Será um absurdo se o Lula, que empurrou a Dilma garganta adentro do PT, vá empurrar agora garganta adentro do país só pela vontade exclusiva dele. Acho que nem a Dilma é a favor disso.


Mas o governo Lula não teve nenhum mérito? Não é que não teve nenhum mérito. O principal problema do Lula é ele não reconhecer o que ele deve aos governos anteriores. Tudo dele é “Nunca na história deste país...”. Ele se faz dono de tudo o que ele combateu. Por que o Brasil passou pela crise da maneira que passou? Porque havia o Proer (programa de auxílio ao sistema financeiro). Mas o PT foi para a rua condenar o Proer dizendo que o governo FHC estava dando dinheiro para banqueiro. E a Lei de Responsabilidade Fiscal? O PT entrou no STF contra a lei. Ainda está lá o processo do PT para acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O PT era contra o superávit primário,era contra tudo. Quer dizer, tudo o que eles estão adotando e que se constitui a infraestrutura da política econômica eles combateram. Agora o cara não reconhece isso: ele diz que fez tudo. O Lula é, de fato, uma pessoa desonesta. Um demagogo. E isso é perigoso. Está arrastando o país para posições que são realmente inacreditáveis. O cara se tornar aliado do Ahmadinejad, o presidente de um país que tem a coragem de dizer que não houve o Holocausto? Ele está desqualificando mundialmente porque está negando um fato real que não agrada a ele. Então não pode. O Brasil vai se ligar a um cara desse? É um oportunismo e uma megalomania fora de propósito. É um desastre para o país. Eu espero que a Dilma perca a eleição. Não tenho nada contra ela, mas contra o que isso significa. O PT é um perigo para o país. O aparelhamento do Estado, o domínio dos fundos de pensão... Um sistema de poder que vai ameaçar a própria democracia. As pessoas têm que tomar consciência.


Pelo jeito, os petistas encontraram mais um traidor. Para quem escolhe não enxergar, todos serão traidores, menos o Führer Lula. Este é a própria Luz.



Tchau, Partido dos Trabalhadores! Já vai tarde!





Fiquem com Talking Heads -  "Psycho Killer"- Live in Rome 1980:






O Vampiro de Curitiba

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A Semana


A Frase da Semana

A Frase da Semana, na verdade, é uma frase que já tem alguns dias, não é tão recente. Mas tem tudo a ver com o momento. Ricardo Kotscho, que quer investigar os 5 % dos impuros que não votam no Lula, deve ter esta frase emoldurada em sua  casa. De quem é a Frase da Semana, afinal? Oras, de quem poderia ser?  Dele, do Führer do Kotscho, Lula, o grande Guia da Imprensa brasileira:

 “Somos o resultado de uma tríplice mistura, ou seja, uma genética purificada em três continentes, que resultou no povo que somos nós. Não sei se tem povo igual, melhor não tem, mais purificado não tem”. (Lula)

Alguma dúvida sobre os motivos do ódio de Lula, o Puro, contra Israel?


A Imagem da Semana


(Petista na guerra da internet. Essa  será a inclusão digital da Dilma)



O Vídeo da Semana

Them Crooked Vultures, formado em 2009: Josh Homme (Queens of the Stone Age e Kyuss) , Dave Grohl (Foo Fighters e ex-Nirvana) e, atenção!, John Paul Jones (Led Zeppelin).  O vídeo foi copiado do Blog do Gerald Thomas:
              





O Vampiro de Curitiba

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A Imprensa e Os Inimigos

OBS: Resposta ao Ricardo Kotscho: Esses 5% (aqui em Curitiba são 60%, segundo pesquisas), companheiro Kotscho, são aqueles que ousam pensar por suas próprias mentes e não esperam que o Estado pense por elas. 


Kotscho, na boa, leia um livro chamado "Mente Cativa", talvez você nos entenda melhor. Ah, manda um beijo pra sua filha, lá na Lula News!




"No mundo tem gente que não sabe fazer política sem um inimigo." (Lula, o  Führer da Imprensa brasileira).


Alguns leitores me criticam dizendo que escevo quase sempre sobre Política. Não é uma crítica que me incomode, mas não é verdade. Escrevo sobre como pensa o brasileiro. É isto que me interessa. Esse pensamento, essa, digamos, metafísica se manifesta em todos os aspectos da cultura (ou falta dela) em nosso país, mas é muitíssimo mais evidente quando o assunto exige escolhas, preferências. Ou seja, é na Politica que a coisa se materializa, se evidencia.

Lula, como todo esquerdista, tem sempre a saída stalin-leninista na ponta da língua: sempre atribua a seus adversários os seus próprios defeitos. Lula estaria sendo falso na sua frase acima? Não, pelo contrário, é de uma sinceridade que choca. Só que com o sinal trocado, óbvio. Ele queria dizer que são os E.U.A aqueles que precisam de um inimigo. Queria, mas, covarde que é, não disse! Ficou nessa insinuação, típico de moleque que não gosta muito do coleguinha da escola e, no entanto, morre de medo de enfrentá-lo. Coisa de petista. Reflitam comigo: o que seria de todo o pensamento de esquerda se não existisse o "cão infiel ianque"? Eu mesmo respondo: não seria! Não existiria esquerdista na face da Terra. Eles só existem porque a metafísica influente dessa gente é sempre culpar os Estados Unidos. Por tudo! Saddam Hussein, Ahmadinejad, Chaves, os irmãos Castro, todos esses tiranos covardes existiram por um único motivo: independentemente dos genocídios que cometeram, das torturas a que submetem seus próprios povos ou do continente em que habitam, um fato faz desses monstros verdadeiros heróis:  são contra os E.U.A. Contra o que, especificamente? Contra tudo que seja americano! Sim, Lula, tem gente que não sabe fazer política sem um inimigo. Tem gente que precisa defender todo tipo de genocida, todo tipo de torturador para poder existir...  

Aí o leitor poderia me perguntar: e o que a Imprensa tem a ver com isso? Oras, esquerdistas não existem apenas dentro dos partidos políticos. Eu afirmei ainda há pouco que o que me interessa é como o brasileiro pensa, não como pensam nossos políticos que, afinal, não caíram de Marte, foram eleitos pelo povo e, principalmente, pela Imprensa. Estou falando dos "vendedores de serviços"? Gente da credibilidade de um Paulo Henrique Amorim? De um Luis Nassif? De um Ricardo Kotscho, o "Plínio Salgado do Petismo" (by Diogo Mainardi) ? Óbvio que não! Jamais perderia meu tempo com essa turma. Eles são comerciantes, não jornalistas. Falo dos jornalistas sérios, bem intencionados, mas que sofreram lavagens cerebrais nas madraçais do Petismo em que se transformaram nossas Unversidades e hoje são completos alienados.

Ah, claro! Não se esqueçam de Israel. Os talibãs tupiniquins odeiam Israel. Por quê? Oras, porque são aliados do Ocidente. "Mas esses idiotas alienados não vivem no Ocidente? O Brasil não está no Ocidente?" Pois é, alguns deles, inclusive, não passam mais que um ano sem visitar a Disneylândia. Ou vocês acham que esses progressistas (sic!) vão gastar o patrocínio da Caixa e da Petrobras no Irã ou na Venezuela?

Sobre o senso comum brasileiro, escrevi em Dezembro de 2008, ainda no Blog do Gerald Thomas:


Lula 70%: a Síndrome de Dom Quixote Vira-Lata


Banânia está em festa! E qual o motivo de tanta comemoração? Atingimos, por acaso, a perfeição em nosso sistema de Saúde Pública? Estamos oferecendo às nossas crianças uma educação de Primeiro Mundo? Não, saúde e educação, no Brasil, são supérfluas. Não interessa à esquerda um povo educado. Educação não rima com bolsa-esmola. O motivo de tanta agitação é a aprovação recorde do Grande Líder, do grande herói, Luis Inácio Lula da Silva.

Para entender como chegamos a essa situação bizarra em que, depois de tanta corrupção, tanto mensalão, tanto desleixo com a coisa pública, enfim, tanto desgoverno, a aprovação do Presidente da República só tem aumentado, precisamos fazer uma breve retrospectiva:

Uma mistura de catolicismo tropical – com aquele papo de que “é mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino do Céu”- com o submarxismo ensinado nas Universidades, gerou, na América Latina, uma cultura do “pobrismo”, do vitimismo. Acrescentando a essa cultura um toque de “jeitinho brasileiro”, formou-se o senso comum do Brasil. Um paradoxo de ufanismo e falta de segurança, onde tudo que é nacional é melhor, mas sempre é preciso a aprovação do exterior. Ninguém dá muita bola para, por exemplo, a capoeira. Mas se aparece uma TV estrangeira filmando nossos bravos capoeiristas, logo dizemos que este esporte é maravilhoso; surgem teorias as mais exóticas explicando como a capoeira levanta a auto-estima do povo, etc., etc. Síndrome de vira-lata. Vira-lata ufanista.

O senso comum brasileiro, confuso por natureza, foi um ambiente propício para o desenvolvimento dessa Esquerda católica e pseudo-marxista que é o PT. Na oposição o esquerdista era um Dom Quixote, aquele herói lunático que pretendia salvar o Mundo das forças do Mal (no caso, ”das elites”), lutando contra moinhos de vento, imaginando que venceria gigantes. Não, o Capitalismo não era um gigante a ser vencido! Os males que atormentam o povo brasileiro não foram causados pelo Capitalismo, mas pela falta dele. Agora, na situação, viraram Dom Quixote às avessas. Olham para a crise (ver post baixo, escrito por Gerald Thomas) que se aproxima, mas, covardes que são, recusam-se a encará-la. Agora que o sangue que escorre pelo chão é verdadeiro, fingem que se trata de vinho tinto: “É apenas uma marolinha”. Ou então: “Não, isso não é mensalão, é apenas caixa-dois”.

Uma parte da imprensa bem que tenta mostrar a realidade a esse Dom Quixote dos trópicos em que se transformou nosso senso comum, mostrando as loucuras que são cometidas pelo devaneio esquerdista. Em contra-partida o Governo até ameaçou criar um conselho nacional de jornalistas com o objetivo de controlar, fiscalizar a mídia, mas nem foi preciso: o “jeitinho brasileiro” se deu mesmo com publicidade estatal. O cala-boca é pago com dinheiro do próprio gigante adormecido, óbvio. E a Imprensa acabou assumindo o papel do fiel escudeiro Sancho Pança. Ela sempre desconfia da porra-louquice do Cavaleiro Andante, mas sempre lhe faz as vontades à espera de um pedaço do governo, ou, simplesmente, de uma boa merenda. Quando alguém ousa chamar a atenção do senso quixotesco, Sancho sempre aparece para salvá-lo: “Não, meu senhor, cavaleiros só travam batalhas com outros cavaleiros. Este que aí está a desafiá-lo não é um cavaleiro, é um “direitista”, não dê atenção a ele.”

A festa continua. Nosso Dom Quixote, embriagado pelo sucesso (ou literalmente) não cansa de destilar (ops!) suas asneiras. Para 70% da população ele é um herói. Eu faço parte da minoria que o considera apenas um idiota.
 
 
 
O Vampiro de Curitiba

I Wanna Be Sedated

José Serra será o novo presidente do Brasil. Vai ganhar no primeiro turno. O povo não quer o PT sem Lula. Este, por sua vez, não quer ninguém no poder além dele próprio. Dilma foi criada por Lula, mas para perder, não para ganhar. Lula quer voltar e sabe muito bem que a única chance de isso ocorrer é deixar o PSDB vencer as eleições e esperar que faça um governo  medíocre.

Lula vai queimar  Dilma assim como queimou seus parceiros no sindicato. Assim como fritou todas as lideranças petistas. Assim como jogou no ostracismo o deputado Ciro Gomes, até ontem seu aliado. Lula não aceita que novas lideranças se ergam. Como ousam criar novos deuses? Só Lula deve ser o Mito. Quem não concordar deve ser eliminado, como Ciro foi. Ou como Celso Daniel.

E, convenhamos, não é preciso muita esperteza política para queimar  Dilma. É só deixar ela falar por alguns minutos em frente à uma câmera de TV. Do resto o próprio PT se encarrega... Eles são imbatíveis quando a questão é fazer merda.

"Se José Serra será o novo presidente, não é questão para comemorar, Vamp?" Sim, com certeza! O problema agora é aguardar o primeiro turno. Até lá teremos de suportar a baixaria de uma campanha que promete ser de baixíssimo nível: Lula não quer destruir apenas seu PT e Dilma. Ele precisa destruir também aqueles que hoje não rezam por sua cartilha. Ninguém pode cometer o pecado de criticar Lula e sair ileso. Vai começar a época de dossiês, de greves de funcionários públicos em cidades administradas pela oposição, invasões de terra, mentiras de toda ordem, enfim, vai começar a campanha do PT. De um lado Serra e os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco. Do outro, Dilma e os ex-presidentes Collor e Sarney. Tape os ouvidos, caro leitor!

O ideal seria adormecer e acordar somente depois de Serra já eleito. Poderíamos simplesmente pular esse período obscuro de campanha eleitoral. Que algum vulcão generoso lance uma nuvem que paralise tudo e todos até a vitória tucana! Ou melhor, até a derrota petista. Até lá, eu quero estar sedado.






O Vampiro de Curitiba

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Google Desafia Governo Chinês



Costuma-se atribuir todo o atraso nacional aos políticos, esquecendo-se, muitas vezes, que esses políticos não caíram de Marte. Políticos nada mais são do que pessoas da Sociedade, eleitos por essa mesma Sociedade, para nos representar. É verdade que, depois de eleitos, esses mesmos políticos passam a agir em seu próprio interesse. Em vez de criar mais vagas de trabalho, simplesmente fornecem bolsas-esmolas. Em vez de melhorar o ensino fundamental, criam cotas racistas. Mas, convenhamos, essas medidas demagógicas e escravizantes só se tornam possíveis por que vão de encontro ao desejo de boa parte da população. Principalmente aquela que vive nos grotões do Norte e Nordeste de país.

Pouco se fala da responsabilidade que outros agentes da Sociedade têm. Os empresários, por exemplo. Vejam esta matéria da AFP falando sobre o Google. Volto em seguida:

Desafio do Google à censura na internet irrita a China

A "Grande Muralha" (trocadilho com 'the great firewall') da censura chinesa parecia manter-se intacta nesta terça-feira, apesar da decisão do Google de deixar de obedecer as regras do maior mercado mundial da internet, o que valeu críticas imediatas das autoridades comunistas.

 O gigante americano suspendeu na segunda-feira a censura que era imposta por ordem do governo da China às buscas neste país e anunciou que os usuários do site Google.cn (Google China) seriam redirecionados para o Google.com.hk, um servidor em Hong Kong.

 Para as autoridades chinesas, o Google quebrou sua "promessa escrita e se equivoca por completo ao deixar de censurar o motor de busca", indicou um funcinário encarregado da internet do Gabinete de Informação do Conselho do Estado.

 A China, no entanto, negou nesta terça-feira que a decisão do Google de desacatar a censura do país comunista possa ter impacto nas relações com os Estados Unidos, a menos que exista uma vontade de politizar o tema.

 "Não acredito que isto tenha influência nas relações China-EUA, a não ser que alguns queiram politizar o assunto", declarou o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Qin Gang.

 Qin considerou a decisão do Google "um tema comercial particular" e reafirmou que a China administra a internet de acordo com suas próprias leis.

 O anúncio do Google aconteceu depois de dois meses de tensões provocadas pela revelação, por parte do gigante da informática, da existência de ataques cibernéticos coordenados contra as contas do Gmail de dissidintes chineses. A empresa advertiu que poderia tomar a decisão de abandonar o país.

 No entanto, o Google informou nesta terça-feira que a situação era normal na sede da companhia na China, enquanto se constatava um frenético debate on-line entre os defensores chineses da liberdade de expressão e os nacionalistas que denuncia a interferência externas.

 A decisão do Google parece não ter burlado até o momento a censura chinesa.

 O acesso na China a certos sites sensíveis, como os vinculados ao Tibete, permaneciam bloqueados nesta terça-feira.

 A busca por temas como "Falun Gong" e "4 de junho" - referências a um movimento religioso proibido e aos protestos por democracia de 1989 na Praça Tiananmen (Paz Celestial) de Pequim -, realizadas no continente, resultavam na mensagem "O Internet Explorer não pode exibir esta página".

 Outros sites relacionados com temas sensíveis, como a Anistia Internacional, também estavam bloqueados e impossíveis de acessar em Pequim, apesar de serem direcionados para o servidor de Hong Kong.

 As mesmas buscas realizadas de computadores em Hong Kong no site Google.com.hk permitem ter acesso a essas páginas, o que sugere que a China consegue controlar a consulta de conteúdos dentro do continente.

 O diretor jurídico do Google, David Drummond, disse que a empresa esperava que a China respeitasse sua decisão.

 "Apesar de sabermos que, a qualquer momento, poderá bloquear o acesso a nossos serviços", afirmou, antes de acrescentar que a companhia acompanhará atentamente a situação.

 A Casa Branca indicou que está decepcionda com o fato do Google não chegar a um acordo com as autoridades chinesas e reiterou que o presidente Barack Obama está "comprometido com a liberdade na internet e se opõe à censura".

 "A relação entre os Estados Unidos e a China é suficientemente madura para suportar diferenças", afirmou o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança Segurança, Mike Hammer, poucas horas antes da China anunciar que as próximas conversações estratégicas a alto nível com Washington acontecerão no final de maio.

 Esta negociação será o encontro de mais alto nível entre as duas partes desde que as relações se esfriaram no início do ano.

 Os litígios se acumulam: as vendas de armas americanas para Taiwan (a ilha nacionalista considerada pela China como uma de suas províncias), o valor do yuan, uma visita à Casa Branca do Dalai Lama (o líder do budismo tibetano, acusado de separatismo por Pequim) e a liberdade na internet.
 
 
Pois é! Essa é a Google. Se fosse uma empresa brasileira, agiria da mesma forma? Ou optaria por continuar lucrando, não se importando com a censura praticada pelo governo chinês? Vejam como age certa parcela de empresários brasileiros: em vez de travar uma verdadeira guerra de valores contra o Governo Lula, observam cinicamente o Brasil caminhando à uma espécie de Capitalismo de Estado. Enquanto sobram migalhas dos negócios com o Governo, para eles está tudo bem.
 
Quando, no Congresso Nacional, se discutia a entrada da Venezuela no Mercosul, em vez de empresários se mobilizarem para impedir que o Congresso brasileiro fosse conivente com o ditador Chaves, pelo contrário, os empresários fizeram pressão para que os políticos aceitassem Hugo Chaves sem qualquer restrição. E assim foi feito.
 
A Vale é um bom exemplo destes tempos. Após ser privatizada, e com isso gerar empregos, impostos, etc., ela bem que tentou fazer a defesa da liberdade de mercado. Sofreu pressão do Governo e hoje paga pau para jornalistas de serviços (aqueles que foram demitidos da Imprensa e hoje recebem da Lula News, Petrobras, Caixa, etc.) para poder viver em paz. Optou pela chantagem.
 
Basta ver o presidente da poderosa Fiesp, Paulo Scaf: em vez de defender a liberdade de expressão, liberdades democráticas, economia de mercado, o valente se filia no Partido Socialista Brasileiro, da base de apoio ao Lula. O presidente da Federação das Indústrias filiado ao Partido Socialista! Chamar um político americano de "socialista" é a pior ofensa que ele possa receber. Aqui até empresários pousam de "socialistas".
 
Não que eu esteja preocupado com o que Paulo Scaf esteja planejando. Não acho que ele esteja tramando uma revolução bolchevique. Mas, convenhamos novamente, presidente de federação de indústrias filiado a um partido socialista, só no Brasil. Ou na China.
 
A Google nos mostra claramente porque estamos longe, muito longe de ser um país desenvolvido. O Brasil vai passar da barbárie à decadência sem conhecer a civilização.
 
 
O Vampiro de Curitiba