Blog do Vamp

O Vampiro de Curitiba




___"Estado, chamo eu, o lugar onde todos, bons ou malvados, são bebedores de veneno; Estado, o lugar onde todos, bons ou malvados, perdem-se a si mesmos; Estado, o lugar onde o lento suicídio de todos chama-se... "vida"!" (F. Nietzsche)

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A Semana


A Frase da Semama

A frase desta semana foi ouvida pelo Brasil inteiro na famosa e polêmica Marcha da Pamonha: "Arroz, feijão, pamonha e educação!" 




A Enquete da Semana

Já estamos acostumados aqui no Blog com a "Frase da Semana", o "Vídeo da Semana", a "Imagem da Semana", etc.  Desta vez teremos a "Enquete da Semana". É que o Augusto Nunes, em seu blog (link aí na coluna direita), fez esta enquete que eu achei das mais inteligentes e criativas:

Quando Lula viajar para o exterior, quem deve assumir a chefia do governo?
















O Vampiro de Curitiba

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A Síndrome de Dom Quixote Vira-lata

Texto originariamente publicado no Blog do Gerald Thomas, em 08/12/2008



Banânia está em festa! E qual o motivo de tanta comemoração? Atingimos, por acaso, a perfeição em nosso sistema de Saúde Pública? Estamos oferecendo às nossas crianças uma educação de Primeiro Mundo? Não, saúde e educação, no Brasil, são supérfluas. Não interessa à esquerda um povo educado. Educação não rima com bolsa-esmola. O motivo de tanta agitação é a aprovação recorde do Grande Líder, do grande herói, Luis Inácio Lula da Silva.

Para entender como chegamos a essa situação bizarra em que, depois de tanta corrupção, tanto mensalão, tanto desleixo com a coisa pública, enfim, tanto desgoverno, a aprovação do Presidente da República só tem aumentado, precisamos fazer uma breve retrospectiva:

Uma mistura de catolicismo tropical – com aquele papo de que “é mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino do Céu”- com o submarxismo ensinado nas Universidades, gerou, na América Latina, uma cultura do “pobrismo”, do vitimismo. Acrescentando a essa cultura um toque de “jeitinho brasileiro”, formou-se o senso comum do Brasil. Um paradoxo de ufanismo e falta de segurança, onde tudo que é nacional é melhor, mas sempre é preciso a aprovação do exterior. Ninguém dá muita bola para, por exemplo, a capoeira. Mas se aparece uma TV estrangeira filmando nossos bravos capoeiristas, logo dizemos que este esporte é maravilhoso; surgem teorias as mais exóticas explicando como a capoeira levanta a auto-estima do povo, etc., etc. Síndrome de vira-lata. Vira-lata ufanista.

O senso comum brasileiro, confuso por natureza, foi um ambiente propício para o desenvolvimento dessa Esquerda católica e pseudo-marxista que é o PT. Na oposição o esquerdista era um Dom Quixote, aquele herói lunático que pretendia salvar o Mundo das forças do Mal (no caso, ”das elites”), lutando contra moinhos de vento, imaginando que venceria gigantes. Não, o Capitalismo não era um gigante a ser vencido! Os males que atormentam o povo brasileiro não foram causados pelo Capitalismo, mas pela falta dele. Agora, na situação, viraram Dom Quixote às avessas. Olham para a crise (ver post baixo, escrito por Gerald Thomas) que se aproxima, mas, covardes que são, recusam-se a encará-la. Agora que o sangue que escorre pelo chão é verdadeiro, fingem que se trata de vinho tinto: “É apenas uma marolinha”. Ou então: “Não, isso não é mensalão, é apenas caixa-dois”.

Uma parte da imprensa bem que tenta mostrar a realidade a esse Dom Quixote dos trópicos em que se transformou nosso senso comum, mostrando as loucuras que são cometidas pelo devaneio esquerdista. Em contra-partida o Governo até ameaçou criar um conselho nacional de jornalistas com o objetivo de controlar, fiscalizar a mídia, mas nem foi preciso: o “jeitinho brasileiro” se deu mesmo com publicidade estatal. O cala-boca é pago com dinheiro do próprio gigante adormecido, óbvio. E a Imprensa acabou assumindo o papel do fiel escudeiro Sancho Pança. Ela sempre desconfia da porra-louquice do Cavaleiro Andante, mas sempre lhe faz as vontades à espera de um pedaço do governo, ou, simplesmente, de uma boa merenda. Quando alguém ousa chamar a atenção do senso quixotesco, Sancho sempre aparece para salvá-lo: “Não, meu senhor, cavaleiros só travam batalhas com outros cavaleiros. Este que aí está a desafiá-lo não é um cavaleiro, é um “direitista”, não dê atenção a ele.”

A festa continua. Nosso Dom Quixote, embriagado pelo sucesso (ou literalmente) não cansa de destilar (ops!) suas asneiras. Para 70% da população ele é um herói. Eu faço parte da minoria que o considera apenas um idiota.





O Vampiro de Curitiba



A Semana

A semana acaba com a volta à realidade. Acabou o sonho da Copa, voltamos à nossa realidade terceiro mundista. O Futebol brasileiro destaca-se na Imprensa internacional, mas... nas páginas policiais. É, a realidade é cruel...


A Frase da Semana

Duas frases se destacaram esta semana. Uma política, a outra também:

“Me pediram rubrica. Rubricar é rubricar, e eu rubriquei”. (Da candidata lulista Dilma Rousseff tentando explicar o inexplicável). Candidata, nós entendemos o que significa "rubricar", o que ninguém entendeu é o que foi rubricado. 


"Tem tanto alemão puto junto que por via das dúvidas os franceses já se renderam." (Do Twitter, sobre a derrota da querida Seleção Alemã. Enviada pela leitora Barbarah.net) 


A Imagem da Semana

Também temos duas Imagens esta semana. Roubei as duas. Uma do Blog do Reinaldo Azevedo, a outra do Blog do Gerald Thomas. Uma política, a outra... também, oras:


(Do excelente chargista Nani, copiado do Blog do Reinaldo Azevedo)



(Imagem publicada no excelente Blog do Gerald Thomas)



O Vídeo da Semama

Tudo em dobro nesta semana. Dois vídeos também. Um sobre Política, o outro... Bem, prestem atenção na letra:





(Vídeo retirado do site Kibe Loco, enviado pela leitora Daniela)



Aumentem o som, é Pixies! E hoje é Sexta-feira. Divirtam-se! 






O Vampiro de Curitiba

A Semana


A Frase da Semana

A Frase da Semana, na verdade, é uma frase que já tem alguns dias, não é tão recente. Mas tem tudo a ver com o momento. Ricardo Kotscho, que quer investigar os 5 % dos impuros que não votam no Lula, deve ter esta frase emoldurada em sua  casa. De quem é a Frase da Semana, afinal? Oras, de quem poderia ser?  Dele, do Führer do Kotscho, Lula, o grande Guia da Imprensa brasileira:

 “Somos o resultado de uma tríplice mistura, ou seja, uma genética purificada em três continentes, que resultou no povo que somos nós. Não sei se tem povo igual, melhor não tem, mais purificado não tem”. (Lula)

Alguma dúvida sobre os motivos do ódio de Lula, o Puro, contra Israel?


A Imagem da Semana


(Petista na guerra da internet. Essa  será a inclusão digital da Dilma)



O Vídeo da Semana

Them Crooked Vultures, formado em 2009: Josh Homme (Queens of the Stone Age e Kyuss) , Dave Grohl (Foo Fighters e ex-Nirvana) e, atenção!, John Paul Jones (Led Zeppelin).  O vídeo foi copiado do Blog do Gerald Thomas:
              





O Vampiro de Curitiba

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Caetano Vilela, o Cara (Atualizado em 20/03/2010)




                                       (Caetano Vilela)


Caetano Vilela (link ao lado), à frente da Cia. de Ópera Seca, participa do Festival de Teatro de Curitiba com a peça "Travesties", de Tom Stoppard. Publico parte do texto que Caetano escreveu em seu blog, onde vocês encontram mais detalhes sobre peça:

A importância de ser... "o cara"


"Acabo de chegar em Curitiba. Estréio finalmente "Travesties" de Tom Stoppard com a Cia. de Ópera Seca no Teatro Guairão nos dias 19 e 20 desta semana, se tiver tempo publico um pouco sobre os bastidores da montagem mas antecipo que toda a expectativa com a minha direção a frente da Cia. está começando a me deixar um pouco nervoso.

Nada que me assuste, mas a soma da ausência de Gerald Thomas (pra quem não é 'deste mundo' ele é o fundador da Cia. e eu a dirijo pela primeira vez) com a responsabilidade de dar vida ao texto de Mr. Stoppard e a minha 'volta' ao teatro após 12 anos dedicados a ópera tem ouriçado críticos, jornalistas e amigos.

A sensação é boa e o desafio me deixa ainda mais exigente. Um bom resumo destas expectativas entrou no ar ontem numa reportagem sobre a minha carreira publicada pela revista eletrônica "Stravaganza", editada pelo jornalista e crítico cultural Edgar Olímpio de Souza (com colaboração de Edmilson de Souza):

 
- "Ele tem tipo de roqueiro, mas sua atividade profissional passa longe de guitarras, baixos e baterias. O seu trabalho não atrai cabeludos trajando jeans desbotados, camisetas estampadas e tênis sujos, mas um tipo de público que sai de casa na estica para ir ao teatro e costuma acomodar-se em poltronas estofadas. Estamos falando de Caetano Vilela, nome em ascensão no segmento lírico brasileiro e já com algum reconhecimento no Exterior. Nos últimos anos ele é responsável pela iluminação de um punhado de óperas produzidas no Brasil e, mais recentemente, tem acumulado ainda a função de diretor desse sofisticado gênero artístico. "



(A atriz Fabiana Gugli como Cecily)


A leitora Liz enviou um link de um vídeo com o Caetano falando sobre a peça. Amanhã, após assitir a peça no teatro, comento sobre minhas impressões. 






Impressões do Vampiro de Curitiba sobre Travesties, dirigida por Caetano Vilela:

 Assisti a peça "Travesties", dirigida pelo Caetano Vilela e com a Cia. Ópera Seca, ontem à noite, no Guairão, no Festival de Teatro de Curitiba. Não conheço a peça original de Tom Stoppard, o que me impede de tecer comparações entre aquela e a atual, a versão dada pelo Caetano.

Destaco a excelente atuação dos atores da Cia. Ópera Seca, numa noite memorável, inesquecível. Percebe-se a liberdade que Caetano concedeu aos atores, o que possibilitou um show a parte por cada ator individualmente e uma perfeita sintonia e interação entre eles conjuntamente. Isto numa peça que exigiu muito, até fisicamente, do elenco. O cenário, simplesmente maravilhoso, ajudou a prender a atenção da platéia que assistiu hipnotizada por três horas, até o  final apoteótico da peça, com a platéia aplaudindo em pé. Parte técnica e figurino também impecáveis.

Caetano conseguiu deixar a peça divertida na medida certa, sem cair naquele deboche fácil, comum em muitas peças atuais. Com tiradas engraçadíssimas e ágeis, tornou-a atualíssima. A primeira parte, num ritmo alucinante, mostrou a excelente qualidade dos atores. O que poderíamos chamar de "intervalo", na verdade, foi uma atuação divertidíssima da atriz Fabi Gugli interagindo com os espectadores. A segunda parte, propositalmente num ritmo menos acelerado - creio que para destacar como a Arte perde quando tendo que servir a uma causa (avaliação minha, pois não conversei com Caetano a respeito) -  mostra um Lênin pateticamente perdido em seus devaneios.

Como ponto negativo me obrigo a observar que, por ser uma peça com duração muito longa, houve uma falta de coesão entre as cenas, tornando-as muitas vezes repititivas. Esse fato, aliado a uma falta de clareza na identificação dos personagens, tornou a apresentação um tanto cansativa em alguns momentos. Nada que venha a desmerecer o trabalho de Caetano, apenas creio que com o tempo o diretor Caetano Vilela consiga ter uma melhor visão do conjunto, do todo. O Guairão - com capacidade para 2.170 pessoas e apenas uns poucos lugares vagos nas laterais - aplaudiu em pé a estréia do Caetano, o que mostra que ele está no caminho certo.

Parabéns a todos!


O Vampiro de Curitiba


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Adeus!

Bem, como já havíamos conversado anteriormente, este blog estava para ser "fechado" já há algum tempo. Chegou, infelizmente, a hora.

Obrigado a todos vocês que compartilharam comigo alguns excelentes momentos!

Sem muito drama e sem muito o que dizer, me despeço de vocês com as mesmas palavras com as quais me despedi do Blog do Gerald Thomas, no IG:

"Sejamos de esquerda ou direita, conservadores ou liberais, ateus ou deístas, eu tenho uma convicção: não tem deus, não tem partido, não tem Estado que possa nos fazer felizes. Nós não somos rebanho, não existe o “coletivo”. Somos indivíduos! Nossa felicidade depende única e exclusivamente de cada um de nós. E nossa única obrigação nesta aventura na Terra é ser feliz.

Juízo! Nunca se esqueçam: só quem tem juízo sabe como é bom perdê-lo."


PS.: Eu sempre gostei de colocar, no final dos textos, algum vídeo com um som que eu tenha curtido. Este vídeo abaixo sempre esteve a espera de entrar no Blog, mas nunca houve uma oportunidade. Pra fechar com chave de ouro este blog, a melhor música da melhor banda de todos os tempos:



Beijos!


O Vampiro de Curitiba

Nós, Os Alegres

Ufa! Finalmente acabou o Carnaval! Finalmente acabou o ziriguidum!

Como poucas coisas me aborrecem mais do que ver homens mijando na rua ou bêbados gritando bobagens sem sentido algum em ritmo de samba, esses dias de Carnaval me pareceram eternos. Não que Curitiba seja exatamente uma cidade muito, digamos, carnavalesca. Pelo contrário. Definitivamente  o samba não é nossa praia. Temos alguns desfiles aqui, alguns blocos ali e... mais nada. Graças aos céus!  Aliás, tenho a impressão de que só não acabamos de uma vez por todas com essa folia porque, afinal de contas, somos brasileiros. Não pegaria nada bem sermos a única cidade do Brasil sem Carnaval. Pular no meio de pessoas suadas e embriagadas virou uma obrigação. Sim, é politicamente-incorreto não gostar de Carnaval. 

Eu? Passei esses dias trancado em casa, lendo, sem ligar a televisão, sem ligar o computador, sem ver os jornais. Minha maior aventura foi ir até a padaria da esquina comprar pão e leite desnatado. Eu bem que procuro entender tanta  alegria (a Paris Hilton, assistindo os desfiles na Marquês de Sapucaí, disse que somos um povo "muito alegre"), tanta emoção, tanta vibração. Imagino que haja um certo tipo de comunhão dionisíaca entre aquelas pessoas. Mas, vendo os  mijões alegres da Paris Hilton, prefiri mesmo entrar em comunhão com os judeus tristes do Philip Roth, no seu brilhante "American Pastoral". (Há quem diga que este ano ninguém tira o Nobel de Literatura de Philip Roth. Se essa previsão se confirmar, aplaudirei entusiasticamente). 

Assim como parece que Curitiba tem a obrigação moral de ter Carnaval,  nós, brasileiros, temos a obrigação de sermos alegres. É essa a imagem que o mundo tem de nós. Temos de estar sempre pulando, sempre gritando, sempre rebolando. É isso que nos diferencia do resto do mundo. Somos uma ilha exótica, governados por um presidente exótico, com mulheres bundudas rebolando sem parar ao ritmo de uma música exótica.

Miséria? Cachaça! Corrupção? Cerveja! Analfabetismo? Prozac! Afinal, não podemos decepcionar Paris Hilton. Eu? Já volto, vou ali na padaria comprar pão e leite desnatado.


O Vampiro de Curitiba


PS.: Gerald Thomas me enviou o link novo para acessar os vídeos de suas peças: http://geraldthomasvideos.blogspot.com/
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Dinner For One


Com tantas desgraças sempre acontecendo no mundo, gente se desentendendo - um cidadão britânico foi condenado à morte na China hoje - ou mais um “suicide bomber" (dessa vez um nigeriano , filho de banqueiros milionários) tentando explodir um avião a caminho de Detroit, os conflitos diários nas ruas de Teheran, Badgad, Kabul, Rio, Islamabad, etc., eu e o Gerald queríamos desejar a vocês um felicíssimo Ano Novo. E, pra isso, dar um pouco de alívio desses assuntos irritantes como Lula, Chavez, Ahmadinejad, política, quem está vencendo na escalada da sucessão presidencial, etc.

O Gerald mandou o link de um vídeo chamado "Dinner for One". Apesar de Inglês, com elenco e equipe inglesa, ele virou um cult total nessas últimas décadas nos países nórdicos e na Alemanha, Áustria e Suiça, onde é religiosamente visto durante o período de Natal e Ano Novo (mais precisamente durante a passagem do ano).

Todo ano é a mesma coisa: os canais estatais rodam "Dinner for One" e milhões, literalmente milhões de pessoas, assistem, pela vigésima vez,  se desdobram em gargalhadas e esquecem suas mazelas e brigas, por poucos minutos que seja. "Dinner for One" acabou virando um símbolo da paz, além de ter sido uma das maiores influências do Teatro do Absurdo ( sem ser oficialmente reconhecido como tal), do grupo Monty Python e de tantos outros gêneros de humor. Por mais estranho que pareça, Dinner for One é ignorado na Inglaterra e venerado no “continente”, onde seu título também pode ser encontrado como "The 90th Birthday", ou, em alemão, "Der 90 Geburtstag". Data de filmagem: 1963, Inglaterra.

O sketch mostra o nonagésimo aniversário de uma aristocrata inglesa, Miss Sophie, que faz um jantar imaginário para pessoas (que obviamente já morreram), como Mr. Pommeroy, Mr. Winterbottom, Sir Toby, and Admiral von Schneider , para celebrar a ocasião. James, o buttler, o mordomo, faz de conta que estão todos lá:

James: By the way, o mesmo procedimento do ano passado, Miss Sophie?

Miss Sophie: O mesmo procedimento, como todos os anos!


Nada poderia ser mais Beckettiano. Não duvido que Beckett tenha visto isso ou que eles tenham visto "Esperando Godot". Aliás, "Dinner for One" poderia ser descrito como o "Godot dos aristocratas". Divirtam-se:







FELIZ ANO NOVO PRA TODOS VOCÊS!
(o Gerald manda beijos e abraços de Londres)


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Lula 70%: a Síndrome de Dom Quixote Vira-Lata

Texto originalmente publicado no Blog do Gerald Thomas em 08/12/2008


Banânia está em festa! E qual o motivo de tanta comemoração? Atingimos, por acaso, a perfeição em nosso sistema de Saúde Pública? Estamos oferecendo às nossas crianças uma educação de Primeiro Mundo? Não, saúde e educação, no Brasil, são supérfluas. Não interessa à esquerda um povo educado. Educação não rima com bolsa-esmola. O motivo de tanta agitação é a aprovação recorde do Grande Líder, do grande herói, Luis Inácio Lula da Silva.

Para entender como chegamos a essa situação bizarra em que, depois de tanta corrupção, tanto mensalão, tanto desleixo com a coisa pública, enfim, tanto desgoverno, a aprovação do Presidente da República só tem aumentado, precisamos fazer uma breve retrospectiva:

Uma mistura de catolicismo tropical – com aquele papo de que “é mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino do Céu”- com o submarxismo ensinado nas Universidades, gerou, na América Latina, uma cultura do “pobrismo”, do vitimismo. Acrescentando a essa cultura um toque de “jeitinho brasileiro”, formou-se o senso comum do Brasil. Um paradoxo de ufanismo e falta de segurança, onde tudo que é nacional é melhor, mas sempre é preciso a aprovação do exterior. Ninguém dá muita bola para, por exemplo, a capoeira. Mas se aparece uma TV estrangeira filmando nossos bravos capoeiristas, logo dizemos que este esporte é maravilhoso; surgem teorias as mais exóticas explicando como a capoeira levanta a auto-estima do povo, etc., etc. Síndrome de vira-lata. Vira-lata ufanista.

O senso comum brasileiro, confuso por natureza, foi um ambiente propício para o desenvolvimento dessa Esquerda católica e pseudo-marxista que é o PT. Na oposição o esquerdista era um Dom Quixote, aquele herói lunático que pretendia salvar o Mundo das forças do Mal (no caso, ”das elites”), lutando contra moinhos de vento, imaginando que venceria gigantes. Não, o Capitalismo não era um gigante a ser vencido! Os males que atormentam o povo brasileiro não foram causados pelo Capitalismo, mas pela falta dele. Agora, na situação, viraram Dom Quixote às avessas. Olham para a crise (ver post baixo, escrito por Gerald Thomas) que se aproxima, mas, covardes que são, recusam-se a encará-la. Agora que o sangue que escorre pelo chão é verdadeiro, fingem que se trata de vinho tinto: “É apenas uma marolinha”. Ou então: “Não, isso não é mensalão, é apenas caixa-dois”.

Uma parte da imprensa bem que tenta mostrar a realidade a esse Dom Quixote dos trópicos em que se transformou nosso senso comum, mostrando as loucuras que são cometidas pelo devaneio esquerdista. Em contra-partida o Governo até ameaçou criar um conselho nacional de jornalistas com o objetivo de controlar, fiscalizar a mídia, mas nem foi preciso: o “jeitinho brasileiro” se deu mesmo com publicidade estatal. O cala-boca é pago com dinheiro do próprio gigante adormecido, óbvio. E a Imprensa acabou assumindo o papel do fiel escudeiro Sancho Pança. Ela sempre desconfia da porra-louquice do Cavaleiro Andante, mas sempre lhe faz as vontades à espera de um pedaço do governo, ou, simplesmente, de uma boa merenda. Quando alguém ousa chamar a atenção do senso quixotesco, Sancho sempre aparece para salvá-lo: “Não, meu senhor, cavaleiros só travam batalhas com outros cavaleiros. Este que aí está a desafiá-lo não é um cavaleiro, é um “direitista”, não dê atenção a ele.”

A festa continua. Nosso Dom Quixote, embriagado pelo sucesso (ou literalmente) não cansa de destilar (ops!) suas asneiras. Para 70% da população ele é um herói. Eu faço parte da minoria que o considera apenas um idiota.


O Vampiro de Curitiba
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A SEMANA

Prolixa Imaginária Entrevista Com Dalton Trevisan





Vamp: Continuo usando o nick “O Vampiro de Curitiba”?



Dalton Trevisan: Sim.



Vamp: Obrigado!
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Resultado da Enquete: Até o momento em que escrevo, o resultado da Enquete é o seguinte:

Sobre o atual Template do Blog:

Que chique, Vamp! 21 (58%)

Odiei. 1 (2%)

Bem mais ou menos, pode melhorar. 4 (11%)

Tinha que ser coisa do Vamp! 10 (27%)


Não sei se vocês foram mais gentis que sinceros, mas a maioria achou o Template do Blog muito chique. Enviem sugestões para a próxima enquete, ainda não pensei em nada.


A Frase da Semana


Semana produtiva, em vez de uma, temos duas “Frases da Semana”:

O ser perfeito não acredita em Deus, acredita na sopa, no asteróide, no cometa. O ser perfeito, parido pelo acaso, não enxerga o absurdo, não sente os minutos, concluído, define tudo como evolução, que conforto metafísico. A ameba comeu o amebo, o ovo nasceu, chocado, o Universo gozou, ao saber que não era estéril, que o caos produz, bilhões de seres incrédulos, por acaso, ou, estúpida probabilidade, probabilidade egoísta, masoquista, esquisita, probabilidade não dedutiva.” [Do Leitor Tene Cheba, ironizando os ateus (eu incluso.)]



"Lula criou o Luz Para Todos. Senhor presidente, venha e acenda as luzes no Oriente Médio.” (Do presidente israelense Shimon Peres, duas horas após o apagão que parou o Brasil. Lula, que, óbvio, não entendeu nada do refinado humor judaico, achou que era um elogio.)


A Imagem da Semana




Mesmo “fechado”, o Blog do Gerald continua sendo muitíssimo acessado, batemos um milhão de acessos. Ou mais de 1.670.000 páginas acessadas. SAUDADES!!!


ZEITGEIST

Tempos sombrios? Já foi o tempo em que a Universidade era para os melhores. Hoje, com o fim da Meritocracia e com a vulgarização de tudo, a Universidade brasileira se transformou nisso aí que vocês vêem (reforma ortográfica é o cacete!) no vídeo abaixo: