Blog do Vamp

O Vampiro de Curitiba




___"Estado, chamo eu, o lugar onde todos, bons ou malvados, são bebedores de veneno; Estado, o lugar onde todos, bons ou malvados, perdem-se a si mesmos; Estado, o lugar onde o lento suicídio de todos chama-se... "vida"!" (F. Nietzsche)

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Nós, Os Alegres

Ufa! Finalmente acabou o Carnaval! Finalmente acabou o ziriguidum!

Como poucas coisas me aborrecem mais do que ver homens mijando na rua ou bêbados gritando bobagens sem sentido algum em ritmo de samba, esses dias de Carnaval me pareceram eternos. Não que Curitiba seja exatamente uma cidade muito, digamos, carnavalesca. Pelo contrário. Definitivamente  o samba não é nossa praia. Temos alguns desfiles aqui, alguns blocos ali e... mais nada. Graças aos céus!  Aliás, tenho a impressão de que só não acabamos de uma vez por todas com essa folia porque, afinal de contas, somos brasileiros. Não pegaria nada bem sermos a única cidade do Brasil sem Carnaval. Pular no meio de pessoas suadas e embriagadas virou uma obrigação. Sim, é politicamente-incorreto não gostar de Carnaval. 

Eu? Passei esses dias trancado em casa, lendo, sem ligar a televisão, sem ligar o computador, sem ver os jornais. Minha maior aventura foi ir até a padaria da esquina comprar pão e leite desnatado. Eu bem que procuro entender tanta  alegria (a Paris Hilton, assistindo os desfiles na Marquês de Sapucaí, disse que somos um povo "muito alegre"), tanta emoção, tanta vibração. Imagino que haja um certo tipo de comunhão dionisíaca entre aquelas pessoas. Mas, vendo os  mijões alegres da Paris Hilton, prefiri mesmo entrar em comunhão com os judeus tristes do Philip Roth, no seu brilhante "American Pastoral". (Há quem diga que este ano ninguém tira o Nobel de Literatura de Philip Roth. Se essa previsão se confirmar, aplaudirei entusiasticamente). 

Assim como parece que Curitiba tem a obrigação moral de ter Carnaval,  nós, brasileiros, temos a obrigação de sermos alegres. É essa a imagem que o mundo tem de nós. Temos de estar sempre pulando, sempre gritando, sempre rebolando. É isso que nos diferencia do resto do mundo. Somos uma ilha exótica, governados por um presidente exótico, com mulheres bundudas rebolando sem parar ao ritmo de uma música exótica.

Miséria? Cachaça! Corrupção? Cerveja! Analfabetismo? Prozac! Afinal, não podemos decepcionar Paris Hilton. Eu? Já volto, vou ali na padaria comprar pão e leite desnatado.


O Vampiro de Curitiba


PS.: Gerald Thomas me enviou o link novo para acessar os vídeos de suas peças: http://geraldthomasvideos.blogspot.com/
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Let There Be Rock!

Entendam o “Rock” do título não apenas como um gênero musical. Quero aqui utilizá-lo como toda forma de expressão, de arte, de comportamento. Usei este estilo musical, ao invés de outro qualquer, porque, na minha percepção, tem mais a ver com o valor maior da humanidade: a Liberdade. Não por acaso, entre os três valores que consagraram a época contemporânea, é a Liberdade que vem em primeiro, antes da Fraternidade e da Igualdade.

Já encheu esse papo de política. Não agüento mais ver PT e PSDB disputando para saber quem, entre eles, é o mais esquerdista. Vejo neles mais semelhanças que diferenças. Costumo dizer que o PSDB é um PT mais limpinho. Um PT de banho tomado, digamos. De barba feita, se preferirem. É óbvio que, se temos de escolher, que escolhamos o “menos pior”. Mas não tenho tanta disposição assim para defender quem quer que seja. Há quem faça isso muitíssimo melhor do que eu. E, sejamos bem sinceros, os petistas só alcançaram o Governo – não o poder, explico depois - graças à extrema incompetência dos tucanos quando no Planalto. Na oposição, conseguem ser ainda mais incompetentes.

A América Latina ainda vive nos anos 70. Ainda falamos em “Socialismo”. Ciro Gomes, da antiga ARENA e Paulo Skaf, o presidente da Fiesp, a Federação das Indústrias de São Paulo, são nossos “socialistas” mais evidentes. E olhem que o Brasil é o mais “moderno” da turma. Nossos vizinhos tentam implementar um tal de “Bolivarianismo”. Algo que já fedia a bolor em 1917. Não, não vou descer o cacete em nossos representantes políticos. Até porque eles não caíram do céu - mesmo que a maioria pareça mesmo viver no mundo da Lua. Foram eleitos, foram escolhidos por nós. E não são piores que nossos empresários, por exemplo. A maioria da classe empresarial brasileira não está nem aí para o que o PT está fazendo com a Imprensa, com a Educação ou com a saúde. Ela quer é ser parceira do Governo; quer financiar o filme sobre a vida do presidente Lula; quer bancar a campanha de políticos corruptos; quer promover o “mensalão”; quer ser escolhida para se tornar empreiteira nos governos.

Quem vier a vencer as próximas eleições, seja PT ou PSDB, vai continuar usando o Estado em benefício próprio. Para ser bem sincero, seria até um paradoxo imaginar que parasitas que vivem do trabalho alheio queiram diminuir o tamanho do Estado. Jamais vocês verão um político brasileiro falando em diminuir a absurda carga tributária. Todos eles continuarão enriquecendo banqueiros, dando esmolas aos miseráveis e esfolando a classe média. Sufocam o povo com impostos para depois lhe dar algumas gorjetas em forma de bolsa-qualquer-coisa.

Portanto, deixemos que a canalha fique com o Estado, com as Universidades, com os Sindicatos. Eu fico com o Rock, entendido daquela maneira ampla e abrangente a que me referi no primeiro parágrafo. E o poder é criado, verdadeiramente, com este “Rock”. Sim, o poder não é algo que se encontra em algum lugar, algo que se possa tomar de assalto, como pensam os cretinos. Quem cria poder é quem cria novos valores. E os valores que estão sendo criados são os do Individualismo, da Liberdade, da Meritocracia. Valores opostos aos “socialismos”. Ou alguém acha que, na Venezuela, por exemplo, é o ditador Chaves quem está criando novos valores? Não, o poder, ou melhor, os poderes estão sendo criados por aqueles estudantes que vão às ruas clamar por liberdade!

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Já que vivemos em plena década de 70, nada melhor que relembrar o Rock daquela época. “Cabeça” era ouvir Led Zeppelin, Deep Purple, Pink Floyd, etc. Mas o que curtíamos mesmo era tentar quebrar o pescoço ao som do AC/DC. Se Jimi Hendrix era o deus dos engajados, Angus Young era o demônio branquela daqueles que ouviam Rock querendo apenas... curtir Rock.


Na Cabeça!


Acabei de assistir o Jornal Nacional. Muito mensalão, muita corrupção, mas isso já é rotina aqui na Banânia. Nada que ainda choque alguém. Nem mais as "imagens falam por sí". Surpresa seria se algum deputado, algum senador ou governador, algum presidente da República fosse preso. Tá todo mundo metendo a mão no dinheiro público. Esse é o país depois de quase uma década de governo petista. O que me chamou a atenção mesmo foi uma matéria sobre o tal de "Aquecimento Global". Os profetas do Apocalipse se deram mal, muito mal. Não tem aquecimento nenhum, pelo contrário, a Terra está num processo de resfriamento. O herói dos cabeças ocas, AL Gore, pelo jeito vai ter que devolver o Nobel que conseguiu com a mistificação do fim do mundo. Espero que Obama também não tenha que devolver o seu. Sobre esse assunto, vejam o que comentei no Blog do Gerald em MARÇO DE 2008:

Enviado em 18/03/2008 às 7:54

"Heitor, esse papo de aquecimento global é o seguinte: nos países subdesenvolvidos, essa conversa serve para os companheiros desviarem uma grana através das ONG’s, aquelas que vão salvar o planeta. Nos países desenvolvidos, serve para satisfazer as consciências: É só plantar uma arvorezinha e está tudo bem. Adotar crianças vietnamitas é um saco…"

Na cabeça!


A Frase da Semana

Não se forma a imagem de um país do dia para a noite, é preciso anos de batalha. A reputação de país equilibrado, coerente, que o Brasil manteve durante séculos,  foi para a lata do lixo graças aos esforços do Itamaraty. Melhor dar nomes aos bois: graças aos esforços de Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia e Lula. A Dilma deve ter marqueteiros mais antenados que os auxiliares de Lula, pois acabei de ver, também no Jornal Nacional, que ela, ao contrário do trio de bois petista, vai reconhecer as eleições de Honduras. Dá para comemorar? Infelizmente não. A imagem do país nunca será a mesma depois de Lula, o filho do Brasil. A "Frase da Semana" que escolhi demonstra muito bem como os estrangeiros enxergam o Brasil:

"Chicago levou Oprah Winfrey e Michelle Obama para o dia da escolha da sede olímpica. O Brasil levou 50 strippers e meio-quilo de pó." (Robin Williams, no David Letterman) 

Na cabeça!


Para dar um brilho especial neste fim de semana, curtam "Head On", do The Jesus and Mary Chain. Mais abaixo a mesma música, mas interpretada pelo Pixies.





O Vampiro de Curitiba



Nelson, o ex-covarde.

Matéria da "Ilustrada", Folha de São Paulo:

São Paulo, sábado, 28 de novembro de 2009 

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Nelson, o ex-covarde. Crítico afirma que coragem de Nelson Rodrigues ao pensar contra sua época foi a responsável por ensaios que irão permanecer

Arquivo Paulo Garcez/Divulgação














Nelson Rodrigues em entrevista em 1980, ano em que morreu

RAFAEL CARIELLO
DA REPORTAGEM LOCAL


O maior dramaturgo da história do país foi também seu maior ensaísta e um dos principais intérpretes da sociedade brasileira, talvez o melhor da segunda metade do século 20. Em suas "confissões", crônicas de jornal publicadas entre o final dos anos 60 e início dos 70, aparece "uma das melhores expressões literárias de diagnóstico do nosso tempo". "Para ombrear com ele, no Brasil, talvez apenas Carlos Drummond de Andrade na poesia."

As afirmações aparecem em "Inteligência com Dor - Nelson Rodrigues Ensaísta", de Luís Augusto Fischer, crítico literário e professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A ênfase -rodriguiana, como observa o colunista da FolhaMarcelo Coelho na contracapa do livro- pode parecer desmedida. Por que seria necessária? As peças teatrais de Nelson há décadas não carecem desse tipo de defesa. Mas o arroubo é comum entre os leitores que têm descoberto a obra em prosa do autor desde que ela foi reorganizada por Ruy Castro, no final dos anos 80.

A causa do fenômeno talvez esteja no desejo de cada leitor de resolver a contradição íntima que resulta do contraste entre a aparente fragilidade da crônica, gênero jornalístico, tido como superficial, a que o pensamento de Nelson está associado, e seu texto arrebatador, corajoso, que continua a fazer pensar muito depois de fechado o jornal -ou o livro.

É daí que parte Fischer. Seu esforço está em resolver essa aparente contradição e apresentar padrões de comparação que lhe permitam fundamentar juízos de valor sobre os textos reunidos em obras como "A Menina sem Estrela" ou "O Óbvio Ululante".

Ele recorrerá à tradição ensaística ocidental desde Michel de Montaigne (1533-1592) para mostrar que Nelson, na verdade, não faz crônica. Este é um gênero menor, diz Fischer, certamente aparentado ao ensaio, mas que para ele perde em qualidade reflexiva, em humor (a crônica é apenas "cômica") e em maturidade existencial.

No caso brasileiro, tanto a melhor crônica quanto a obra de Nelson são sintomáticas de uma época. O país passou por um processo acelerado de urbanização, de imigração interna, de mudanças constantes e intensas no período em que Rubem Braga, por exemplo, publicava seus textos.

Mas a crônica, diz Fischer, não faz mais do que manifestar o mal-estar do cronista diante da velocidade da mudança. Toma o partido do passarinho, digamos, contra a ferocidade e a violência da cidade.

Nelson parte desse mal-estar para refletir sobre o processo em curso. Faz o diagnóstico, no calor da hora, do avanço da sociedade de massas, e toma o partido do indivíduo. Assim como Montaigne, em outra época conturbada, o Renascimento, ajudou a criar o indivíduo e seu pensamento independente.

O brasileiro, mais ainda, tematiza essa oposição. Ele afirma sua individualidade contra a ditadura do consenso, da multidão, dos "idiotas" em vantagem numérica. Contra a valorização da juventude, do novo (em sintonia com a época de mudanças), ele afirma os direitos da maturidade e tematiza o seu próprio processo de aprendizagem. Confessa suas covardias, suas dúvidas, suas hesitações, e delas faz matéria de reflexão. Isso é o ensaio, afirma Fischer, em seu livro.

Daí Nelson se dizer um "ex-covarde", quer dizer, um indivíduo que finalmente se arrisca a pensar por si próprio, contra o seu tempo. Por isso mesmo seu valor e sua permanência, diz o crítico, estão assegurados.

O Brasil na Lata de Lixo da História

O filme acaba mal: ele vira presidente.” (Macaco Simão, sobre o filme do Lula)



Não bastava a vergonha da intromissão do Governo brasileiro em Honduras, onde Manuel Zelaya está até hoje na embaixada brasileira sem ser refugiado, sem ser asilado, sem ser nada? Não bastava o constrangimento causado por Tarso Genro com o Governo italiano por causa de Cesare Battisti, considerado até por partidos de esquerda daquele país como um homicida, um criminoso comum? Não, a burrice é mesmo ousada. A estupidez também.

Lula teve que ir mais longe. Lula teve que mostrar ao mundo que ele não é qualquer um, ele é Lula, o filho do Brasil. Enquanto crianças são condenadas à morte, enquanto mulheres suspeitas de serem adúlteras ou homens de serem homossexuais são apedrejados até a morte, enquanto opositores do regime são torturados, Ahmadinejad, o responsável por todas estas barbáries, era recebido no Brasil por seu “bom amigo” Lula.

Por quê, Lula? Pelas relações comerciais entre os dois países? Não, o comércio entre Brasil e Irã é absolutamente insignificante. Para que o Brasil consiga uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU? Não, ninguém votaria em quem recebe o governante de um país cujo Ministro da Defesa é procurado pela Interpol por ter matado 85 pessoas num ataque terrorista na Argentina. E esta acusação não vem de Israel ou dos EUA. Vem da própria Argentina da companheira Cristina Kirchner. Para mostrar ao mundo que o Brasil tem influência também no Oriente Médio? Ora, ninguém recebe Ahmadinejad simplesmente porque ninguém quer convidá-lo. Ele é visto como um pária pela comunidade internacional. Para promover a paz entre palestinos e judeus? Até o tirano iraniano se surpreendeu com a ingenuidade do nosso presidente quando este propôs resolver um problema que dura gerações com uma partida de futebol entre Brasil e uma seleção mista de judeus e palestinos.

Celso Amorim, sempre ele, afirmou que era uma prova de independência do Brasil. Que nós agimos por conta própria, mesmo que isso viesse a desagradar os americanos. Depois, quando viu a repercussão na Imprensa mundial, quando leu em todos os jornais do mundo que Lula seria apenas um bate-pau de Chaves, correu avisar que não, que tudo estava combinado com os Estados Unidos. Bom, melhor ser bate-pau do Obama, né? E em Honduras, também foi combinado com o Governo Americano? Celso Amorim não queria eleições antes de dar posse a Manuel Zelaya. Obama simplesmente ignorou a posição do Brasil e domingo próximo o povo hondurenho escolherá seu presidente. Ninguém mais dá bola aos delírios megalomaníacos de Celso Amorim e Lula.

O que ficará nos livros de História não serão as baboseiras de um filme patrocinado por empresas que receberam milhões do BNDES. O que entrará para a História e para a biografia de Lula serão as fotografias dos abraços entre dois “bons amigos”. Lula e Ahmadinejad: o Brasil entra, definitivamente, para a lata de lixo da história.



O Vampiro de Curitiba

Lula 70%: a Síndrome de Dom Quixote Vira-Lata

Texto originalmente publicado no Blog do Gerald Thomas em 08/12/2008


Banânia está em festa! E qual o motivo de tanta comemoração? Atingimos, por acaso, a perfeição em nosso sistema de Saúde Pública? Estamos oferecendo às nossas crianças uma educação de Primeiro Mundo? Não, saúde e educação, no Brasil, são supérfluas. Não interessa à esquerda um povo educado. Educação não rima com bolsa-esmola. O motivo de tanta agitação é a aprovação recorde do Grande Líder, do grande herói, Luis Inácio Lula da Silva.

Para entender como chegamos a essa situação bizarra em que, depois de tanta corrupção, tanto mensalão, tanto desleixo com a coisa pública, enfim, tanto desgoverno, a aprovação do Presidente da República só tem aumentado, precisamos fazer uma breve retrospectiva:

Uma mistura de catolicismo tropical – com aquele papo de que “é mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino do Céu”- com o submarxismo ensinado nas Universidades, gerou, na América Latina, uma cultura do “pobrismo”, do vitimismo. Acrescentando a essa cultura um toque de “jeitinho brasileiro”, formou-se o senso comum do Brasil. Um paradoxo de ufanismo e falta de segurança, onde tudo que é nacional é melhor, mas sempre é preciso a aprovação do exterior. Ninguém dá muita bola para, por exemplo, a capoeira. Mas se aparece uma TV estrangeira filmando nossos bravos capoeiristas, logo dizemos que este esporte é maravilhoso; surgem teorias as mais exóticas explicando como a capoeira levanta a auto-estima do povo, etc., etc. Síndrome de vira-lata. Vira-lata ufanista.

O senso comum brasileiro, confuso por natureza, foi um ambiente propício para o desenvolvimento dessa Esquerda católica e pseudo-marxista que é o PT. Na oposição o esquerdista era um Dom Quixote, aquele herói lunático que pretendia salvar o Mundo das forças do Mal (no caso, ”das elites”), lutando contra moinhos de vento, imaginando que venceria gigantes. Não, o Capitalismo não era um gigante a ser vencido! Os males que atormentam o povo brasileiro não foram causados pelo Capitalismo, mas pela falta dele. Agora, na situação, viraram Dom Quixote às avessas. Olham para a crise (ver post baixo, escrito por Gerald Thomas) que se aproxima, mas, covardes que são, recusam-se a encará-la. Agora que o sangue que escorre pelo chão é verdadeiro, fingem que se trata de vinho tinto: “É apenas uma marolinha”. Ou então: “Não, isso não é mensalão, é apenas caixa-dois”.

Uma parte da imprensa bem que tenta mostrar a realidade a esse Dom Quixote dos trópicos em que se transformou nosso senso comum, mostrando as loucuras que são cometidas pelo devaneio esquerdista. Em contra-partida o Governo até ameaçou criar um conselho nacional de jornalistas com o objetivo de controlar, fiscalizar a mídia, mas nem foi preciso: o “jeitinho brasileiro” se deu mesmo com publicidade estatal. O cala-boca é pago com dinheiro do próprio gigante adormecido, óbvio. E a Imprensa acabou assumindo o papel do fiel escudeiro Sancho Pança. Ela sempre desconfia da porra-louquice do Cavaleiro Andante, mas sempre lhe faz as vontades à espera de um pedaço do governo, ou, simplesmente, de uma boa merenda. Quando alguém ousa chamar a atenção do senso quixotesco, Sancho sempre aparece para salvá-lo: “Não, meu senhor, cavaleiros só travam batalhas com outros cavaleiros. Este que aí está a desafiá-lo não é um cavaleiro, é um “direitista”, não dê atenção a ele.”

A festa continua. Nosso Dom Quixote, embriagado pelo sucesso (ou literalmente) não cansa de destilar (ops!) suas asneiras. Para 70% da população ele é um herói. Eu faço parte da minoria que o considera apenas um idiota.


O Vampiro de Curitiba
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FEBEAPÁ em Tempos de Esquerda

Texto publicado originalmente no Blog do Gerald Thomas em 29/01/2009 

Terrorista do PAC

É ÓBVIO, desconfiado leitor, que não falarei sobre o PAC da nossa Ministra Dilma, o  seu “Programa de Aceleração do Crescimento”. Por que falaria? Quero me referir ao terrorista italiano Cesare Battisti e seu “Proletários Armados pelo Comunismo”. Só porque ele andou explodindo os miolos de alguns de seus conterrâneos, vejam só!, o Governo Italiano quer sua extradição. Tarso Genro, Ministro da Justiça do Brasil e grande poeta, sujeito macho, como todo bom gaúcho, peitou toda a opinião pública italiana e ainda deu uma lição de moral nos juristas daquele país. Esses italianos! Só porque conseguiram desarticular toda a máfia daquele país, com a famosa operação “Mãos Limpas”, acham que podem se comparar ao Governo brasileiro. Não, não é bem assim! Primeiro devem aprender com a nossa justiça como punir criminosos, principalmente os de colarinho branco. Battisti e seu advogado, o petista Luiz Eduardo Greenhalgh - um dos advogados de Daniel Dantas - podem ficar tranquilos: Daqui Battisti não sai, daqui ninguém o tira!

Depois, tem outra: Como Cesare Battisti poderia ser extraditado para uma prisão italiana? Nem pensar! Prisões devem ser como as brasileiras. As do Pará, da Governadora Ana Julia, também petista, por coincidência, são as melhores. E não adianta a direita deletéria inventar que numa dessas prisões uma menina, de menor idade, era sistematicamente estuprada em troca de comida. Não, para a Itália não! Se a Itália fosse tão civilizada como dizem, nosso presidente Lula teria pedido cidadania italiana, e não cubana, como fez. Por outro lado, se o Brasil fosse tão ruim, como alegam os italianos, a familia de Celso Daniel, prefeito assassinado, do mesmo partido dos nosso presidente, teria pedido asilo politico, sei lá onde. Na França, talvez. Além do mais, Tarso Genro, esse humanista, sabe o que faz. Que o digam os boxeadores cubanos, aqueles cruéis traidores! As relações exteriores do Brasil com o resto do mundo, diga-se de passagem, nunca estiveram tão em evidência como neste Governo petista. Os tiranos israelenses e norte-americanos e os democratas do Sudão e do Hamas sabem muito bem disso. Já provaram todo o discernimento do nosso grande presidente.

Eu não consigo entender tanta má vontade com o Lula por parte de setores da Imprensa. Aquele colunista da Veja, não o tal de DiEgo, aquele outro, sim, o do chapéu, esse mesmo: Por que tanto ódio ao nosso presidente? Oras, todos sabemos que Lula sempre foi um trabalhador modelo. De vez em quando perdia um dedo no torno mecânico, mas, convenhamos, isso até que é normal, acontece sempre… O importante é que tanto Lula como seus familiares continuam vivendo modestamente, como antes de chegarem ao poder. Um dos filhos do presidente, me corrijam se eu estiver enganado, continua trabalhando como zelador num Zoológico. Se fosse um oportunista já estaria milhonário. Mas o colunista não se cansa em criticar. Vive inventado calúnias. Só falta, agora, inventar que o nosso presidente bebe em demasia. Essas pessoas, esses pseudo-jornalistas, têm o terrível hábito de chamar todo aquele que rouba de ladrão. Todo aquele que mata, para eles, é assassino. Não entendo o porquê de tanta rigidez axiomática. Nós, os brasileiros, somos um povo de gingado, temos os nossos valores, como o Samba, o Futebol, o Carnaval, a cachaça. Aprendemos a ver a coisa sempre em seu contexto. Sabemos relativizar nossos conceitos. Além do mais, ninguém acredita mais nessa conversa de “mensalão”, “caixa-dois”, etc. Nós, povo da Banâni… (ops!), digo, povo do Brasil, somos espertos o bastante para não acreditar nessa mídia golpista, É ÓBVIO! 

Um internauta me mandou uma ficha que rola na Internet. Não entendí muito bem. Só me enviou a ficha com os seguintes dizeres: “Terrorista do PAC”. Por desencargo de consciência, publico abaixo a tal ficha. Mas já adianto que não acredito se tratar de Cesare Battisti. Vejam que estranho:  




Brasil, um país de todos

Já que o Brasil dará asilo a Cesare Battisti - inclusive recomendo que lhe seja concedido uma indenização, uma bolsa-ditadura – e já que também demos asilo político ao Padre Medina, terrorista das FARC - com direito a emprego para sua mulher (isso que é padre revolucionário: é padre, mas gosta de mulher, que ninguém é de ferro) - quem sabe, amistoso leitor, se não poderíamos ajudar Obama com os presos de Guantánamo? Não, apenas isso, não! Seria muito pouco diante da grandeza humanista de Tarso Genro. Por que já não aproveitamos e resolvemos também o problema no Oriente Médio? Claro, deslumbrado leitor! Os Palestinos precisam de um Estado, não precisam? Então! Criamos um Estado dentro de Banân… (putz, que mania, essa minha!), digo, criamos um Estado dentro do Brasil e damos abrigo não só aos prisioneiros de Guantánamo, mas também aos libertários do Hamas, do Taleban, do IRA… Cesare Battisti poderia ser o, digamos, prefeito desse Estado. Filia-se ao PT, paga 10% ao partido e está tudo certo! Nunca antes nestemundo…

A SEMANA

Prolixa Imaginária Entrevista Com Dalton Trevisan





Vamp: Continuo usando o nick “O Vampiro de Curitiba”?



Dalton Trevisan: Sim.



Vamp: Obrigado!
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Resultado da Enquete: Até o momento em que escrevo, o resultado da Enquete é o seguinte:

Sobre o atual Template do Blog:

Que chique, Vamp! 21 (58%)

Odiei. 1 (2%)

Bem mais ou menos, pode melhorar. 4 (11%)

Tinha que ser coisa do Vamp! 10 (27%)


Não sei se vocês foram mais gentis que sinceros, mas a maioria achou o Template do Blog muito chique. Enviem sugestões para a próxima enquete, ainda não pensei em nada.


A Frase da Semana


Semana produtiva, em vez de uma, temos duas “Frases da Semana”:

O ser perfeito não acredita em Deus, acredita na sopa, no asteróide, no cometa. O ser perfeito, parido pelo acaso, não enxerga o absurdo, não sente os minutos, concluído, define tudo como evolução, que conforto metafísico. A ameba comeu o amebo, o ovo nasceu, chocado, o Universo gozou, ao saber que não era estéril, que o caos produz, bilhões de seres incrédulos, por acaso, ou, estúpida probabilidade, probabilidade egoísta, masoquista, esquisita, probabilidade não dedutiva.” [Do Leitor Tene Cheba, ironizando os ateus (eu incluso.)]



"Lula criou o Luz Para Todos. Senhor presidente, venha e acenda as luzes no Oriente Médio.” (Do presidente israelense Shimon Peres, duas horas após o apagão que parou o Brasil. Lula, que, óbvio, não entendeu nada do refinado humor judaico, achou que era um elogio.)


A Imagem da Semana




Mesmo “fechado”, o Blog do Gerald continua sendo muitíssimo acessado, batemos um milhão de acessos. Ou mais de 1.670.000 páginas acessadas. SAUDADES!!!


ZEITGEIST

Tempos sombrios? Já foi o tempo em que a Universidade era para os melhores. Hoje, com o fim da Meritocracia e com a vulgarização de tudo, a Universidade brasileira se transformou nisso aí que vocês vêem (reforma ortográfica é o cacete!) no vídeo abaixo:




O LEITOR ESCREVE 1

Conforme conversamos, sempre que possível publicarei textos de leitores do Blog. Iniciamos com um texto da Ana Peluso (link ao lado), colaboradora do Gerald desde os tempos em que seu Blog era no UOL.


A aldeia de io_u


 (print screen de uma região do Sul da África - Google 2007)



Vista aérea virtual da aldeia de io_u. Disse-se de sua ocupação por elementos do meio-oeste alfabético, e do aumento incontrolável de parte de seu território:

A aldeia de io_u só não é próspera por não ter sido colonizada pelo alfabeto inteiro. Mas isso não impede o crescimento ilícito de parte dela. Basta ver a desproporção da região i em relação às regiões o e u. Com isso, alguns elementos do sul de u migraram para o centro de o (o que sequer era cogitado no projeto inicial) numa tentativa - nitidamente desastrosa - de equiparação de territórios.

Não há provas, mas resistentes afirmam que a região i recebeu ajuda não oficial de algumas facções do alfabeto, como do l, e do j disfarçado. E de dois expoentes numéricos. O 1 e o 7.

Há quem acredite que todo expoente numérico participa do aumento ilícito de i, "Afinal, é muito fácil camuflar os números, se grafados de forma digital", afirma um elemento que mora no centro de i, e que prefere não ser identificado.

Outro, por sua vez, acusa não apenas o expoente numérico, mas o alfabeto inteiro de auxiliar a expansão ilícita de i. "Qualquer letra, grafada de forma digital, pode estar camuflada ali, e encontrando-se sobrepostas, que é o que eu acredito que aconteça, jamais provaremos suas participações clandestinas no aumento do tamanho de i."

O alto comissariado de io_u, contudo, descarta essas possibilidades, com base na alegação de 'ilegitimidade do uso corporativo'. "Não faria o menor sentido io_u não receber ajuda de todo o alfabeto durante a sua colonização, para agora sofrer inflação na região i com infiltrações não oficiais. Mesmo do expoente numérico. Essas afirmações são rídiculas", finalizou o representante chefe do centro do comissariado.

A base de dados de io_u demonstra relatórios de chuvas crescentes na região, o que leva alguns cientistas a pensarem na possibilidade de inflação holográfica, que teria por base a refração da luz causada pelo excesso de água na região.

Grosso modo, significaria que a expansão de i em relação a o e u, não passaria de uma ilusão de ótica.

E você, o que acha?


Ana Peluso, 1966, ilustradora, escritora, poeta, bloga no: http://laescenadelamemoria.blogspot.com/



Texto originalmente publicado na revista de Ciência & Cultura da UNICAMP "Temas & Tendências", na seção "Literatura", coordenada por Alcir Pécora.

Bate-papo com Leitores




Obrigado!



Fiquei extremamente feliz - a palavra é esta – com a participação de todos vocês que compareceram no primeiro post do “Blog do Vamp”. Agradeço a cada um, de coração. A grande maioria dos comentários foi de leitores do Blog do Gerald. A idéia é mesmo essa: ter mais um espaço, além do excelente G-diet (link ao lado), para os leitores que acompanhavam o Gerald no seu blog.




Abrindo o Jogo


A maioria dos leitores já sabe de minhas posições. Sou, basicamente, um individualista radical. Não aceito nada que pretenda delimitar o indivíduo. Por isso abomino a idéia de Estado, partido, religião, deus... Agora, cada leitor tem suas próprias convicções, sua religião, seus valores, seu partido político, etc.. Por que digo isto? Para que não ocorra neste espaço o que acontece em muitos outros blogs, ou seja, aquele famoso Fla-Flu, aquela briga entre torcidas adversárias. Vamos, independentemente de partidos, discutir idéias, usar de argumentos, respeitando a opinião do nosso diferente. Cada um sinta-se absolutamente livre para comentar sobre qualquer assunto, mas se alguém pensa em fazer campanha política, para quem quer que seja, não está no lugar certo. Existem outros blogs para isso.



Desafio


E já que o valor maior do Blog é a livre expressão, sugiro que enviem sugestões de vídeos, assuntos, reportagens, etc.. Mas quero ir além disto. Quero propor um “desafio” aos leitores: usem este blog para divulgar seus próprios textos. Vale tudo: crônicas, contos, poemas... O único limite é o tamanho, que não deve ser muito longo. E o bom senso, óbvio.

Enviem para o e-mail do Blog, aí na coluna lateral. Além do texto, podem, também, enviar imagens e vídeos para compor o post.

E aí, vão encarar?

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Se alguém ainda não leu, mais dois textos que publiquei originalmente no Blog do Gerald:

Os Incomuns. Ou: A Revolução dos Bichos






O vídeo foi sugestão da minha polaca, muito legal: