Blog do Vamp

O Vampiro de Curitiba




___"Estado, chamo eu, o lugar onde todos, bons ou malvados, são bebedores de veneno; Estado, o lugar onde todos, bons ou malvados, perdem-se a si mesmos; Estado, o lugar onde o lento suicídio de todos chama-se... "vida"!" (F. Nietzsche)

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Os Sujos E Os Limpinhos


(tempos "progressistas")


O candidato tucano José Serra afirmou que uma das maneiras do PT controlar a Imprensa é dando dinheiro público para os "blogs sujos", aqueles blogs de jornalistas que foram demitidos da Imprensa livre e hoje recebem da Lula News, Petrobras e Caixa Econômica Federal para fazer o serviço sujo contra Serra. Concordo com Serra. E aproveito para dizer aos leitores que este blog não recebe dinheiro público de qualquer espécie. Isto me torna livre para escrever o que bem entender. Coisa que pouca gente pode fazer ultimamente. Por outro lado, preciso trabalhar para sobreviver, por isso a demora muitas vezes na liberação dos comentários e na atualização de posts novos. Tenham paciência, portanto. É por uma boa causa, hehe...

Quem me acompanha sabe o que penso sobre os principais partidos políticos de Banânia, tanto os  do lulismo como os da oposição. Resumindo, PT e PSDB. O PT é isso aí que todos sabem, o partido do Mensalão, que apóia a tortura na ilha particular dos irmãos Castro; que apóia o apedrejamento de mulheres e crianças no Irã; que depois de 8 anos no poder não fez absolutamente nada na educação, saúde ou segurança; que pensa ter o poder divino para conduzir o povo - transformado em rebanho, infantilizado e dependente das esmolas do Grande Pai Lula. O PT sonha em controlar não apenas os aparelhos de Estado, sonha em controlar o pensamento do brasileiro, em destruir o indivíduo para que este seja forçado a aderir ao pensamento único do Partido, numa espécie bizarra e grotesca de gramscismo tupiniquim.

E o PSDB? A minha melhor definição para os tucanos é esta: o PSDB é um PT mais limpinho. Um PT de banho tomado. Ou de barba feita, se preferirem. Sejamos claros: Por que o PT chegou ao poder? Por incompetência dos tucanos. O PSDB esteve no poder, teve a chance de modernizar o país, baixar impostos, investir naquilo que é  o principal dever do Estado, naquilo que justificaria a própria existência do Estado: educação. E o que fez? Tudo bem, privatizou uma ou outra estatal, já que a roubalheira era vergonhosa até para os padrões brasileiros. Mais nada! 

O PT, óbvio, acusou (e continua acusando) a Imprensa de ter beneficiado o candidato tucano e prejudicado Lula nas eleições passadas. A verdade, talvez um tanto inconveniente para ambos, é que Fernando Henrique Cardoso poderia ter evitado a entrega do poder aos bárbaros, mas achou que ficaria melhor para sua biografia se passasse o poder às mãos de um operário. Deu no que deu! Na oposição, poderiam, ou melhor, deveriam ter pedido o impeachment de Lula quando Duda Mendonça confessou numa CPI que recebeu dinheiro no exterior para a campanha presidencial que elegeu Lula. Se este fosse um país minimamente sério, Lula deveria estar longe do poder, tomando cachaça em algum lugar do Nordeste. Mas não, já que o Mensalão poderia pegar um ou outro tucano graúdo, preferiram inventar aquela teoria maluca de deixar Lula sangrando até as próximas eleições. Deu no que deu!

A Imprensa também tem sua parcela de culpa por o Brasil estar voltando ao século retrasado. Sempre poupou Lula, sempre fechou os olhos para as bobagens feitas pelos petistas, nunca divulgou o que de fato aconteceu com o prefeito assassinado Celso Daniel, por exemplo. Em vez de combater, diziam que conseguiriam civilizar os petistas. Deu no que deu!

Hoje, em pleno Século XXl, vemos novamente a volta do fascismo orwelliano ganhando força com o Grande Pai Lula e a Grande Mãe Dilma. A Imprensa livre, que sempre defendeu não só o PT, mas de forma geral toda a esquerda, corre o risco de ser controlada por aqueles que sempre defendeu. Sai a Imprensa livre e quem assume são aqueles jornalistas achacadores que foram demitidos e hoje recebem da Lula News e estatais para fazer o jogo sujo. Sai aquele pensamento ingênuo dos bispos católicos que sempre defenderam o PT e a esquerda   e entra o Bispo Macedo. Os movimentos sociais, que sempre fiscalizaram os governos e que sempre defenderam o PT, hoje são estáticos sociais, cooptados pelo partido.  A UNE, que, bem ou mal, sempre esteve envolvida em grandes lutas, hoje se transformou nessa coisa patética chapa-branca.

Poderíamos ter feito um país de verdade. Hoje temos de escolher entre os sujos e os limpinhos...


(O Vampiro de Curitiba)

Começou A Guerra! Espero Que Eleitoral, Não Civil.


Leitores me perguntam sobre essa confusão na escolha do vice de José Serra. Bem, o DEM é o principal partido aliado ao PSDB, ou não? Assim sendo, nada mais natural que a escolha do vice seja de competência do DEM. Cabe ao candidato Serra e ao PSDB aceitar ou não a indicação daquele partido. Não vejo nada que leve o PSDB a não aceitar a indicação do deputado Indio da Costa. Com certeza é muito melhor eleitoralmente do que Michel Temer, o vice de Dilma Roussef.

É óbvio que eu, curitibano, torcia para que o senador Álvaro Dias fosse o vice. Não comentei antes por me parecer que a escolha ainda não era a definitiva. Em tempos de Copa do Mundo e citando uma expressão famosa vinda do futebol, a indicação de Dias era perfeita, só faltou acertar com os russos, hehe...  

Eu preferia o senador Álvaro Dias, pois imaginava incendiar a campanha aqui no Sul do país de tal forma que a candidata lulista ficasse sem palanque. Radical, eu? Olha, garanto que eu sou dos mais moderados. Tem gente, muita gente, e gente muito séria, que já prega a separação do Sul em caso de permanência do PT no poder no Governo Federal.  Os irmãos nordestinos que façam o que acharem melhor para o Nordeste. Nós do Sul não aceitaremos mais deixar o futuro de nossos filhos nas mãos de Zé Dirceu, Sarney, Renan Calheiros ou Collor de Mello. Estarei me utilizando de meias palavras? Não, sou o mais claro possível: a vitória de Dilma levará o Brasil à uma guerra civil! Eu? Estarei na luta, com toda certeza! Em favor da separação do Sul do resto do país? Olha, pra mim não existe assunto que eu não possa comentar, não existe nenhum tabu, nada, absolutamente nada, que me traga algum receio, que me impeça de expor minha opinião. Se Dilma vencer, não permitiremos que os estados do Sul se transformem em Maranhão, em Amapá ou no Acre. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul não aceitarão Dilma presidente! Eleita Dilma, se faltar quem levante a questão da separação do Sul, eu próprio a levantarei. E será a questão de minha vida. Mais que isso, será a questão da vida de meus filhos, de meus netos. E não teremos escolha: ou a separação do Sul ou assistiremos a crescente influência dos movimentos neo-nazistas que crescem assustadoramente nos estados catarinense e gaúcho.

Creiam, numa vitória dos mensaleiros lulistas, a separação do Sul será a melhor saída. Melhor que uma guerra civil entre irmãos do Sul e nordestinos  e melhor que uma ascensão do neo-nazismo em nosso país.

A indicação de Álvaro Dias para vice de José Serra foi interrompida graças à atuação de seu irmão, o também senador paranaense Osmar Dias, do PDT. Dizer o quê? Osmar Dias não é criança, será tratado pelos paranaenses como adulto, será cobrado como adulto, terá de dar respostas como adulto. Enquanto o terceiro senador paranaense, Flávio Arns, sai do PT  em direção ao PSDB, Osmar segue o caminho oposto. Prefere apoiar Dilma para presidente e a esposa do Ministro Paulo Bernardo para o Senado. Osmar Dias é ligado à agricultura. Sabe muito bem que o Governo Lula é muito bom em colher, mas péssimo em plantar. Osmar Dias vai acabar com um boné do MST na cabeça! Resta saber se os paranaenses irão aceitar. Alguém tem alguma dúvida?

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Como na semana passada acabei não indo à Brasilia, deixo aqui uma homenagem à melhor banda brasiliense de todos os tempos: Legião Urbana. O vídeo não é grande coisa, mas a música em sí vale a pena. Fala, eu acho, de desencontros...






O Vampiro de Curitiba

Let There Be Rock!

Entendam o “Rock” do título não apenas como um gênero musical. Quero aqui utilizá-lo como toda forma de expressão, de arte, de comportamento. Usei este estilo musical, ao invés de outro qualquer, porque, na minha percepção, tem mais a ver com o valor maior da humanidade: a Liberdade. Não por acaso, entre os três valores que consagraram a época contemporânea, é a Liberdade que vem em primeiro, antes da Fraternidade e da Igualdade.

Já encheu esse papo de política. Não agüento mais ver PT e PSDB disputando para saber quem, entre eles, é o mais esquerdista. Vejo neles mais semelhanças que diferenças. Costumo dizer que o PSDB é um PT mais limpinho. Um PT de banho tomado, digamos. De barba feita, se preferirem. É óbvio que, se temos de escolher, que escolhamos o “menos pior”. Mas não tenho tanta disposição assim para defender quem quer que seja. Há quem faça isso muitíssimo melhor do que eu. E, sejamos bem sinceros, os petistas só alcançaram o Governo – não o poder, explico depois - graças à extrema incompetência dos tucanos quando no Planalto. Na oposição, conseguem ser ainda mais incompetentes.

A América Latina ainda vive nos anos 70. Ainda falamos em “Socialismo”. Ciro Gomes, da antiga ARENA e Paulo Skaf, o presidente da Fiesp, a Federação das Indústrias de São Paulo, são nossos “socialistas” mais evidentes. E olhem que o Brasil é o mais “moderno” da turma. Nossos vizinhos tentam implementar um tal de “Bolivarianismo”. Algo que já fedia a bolor em 1917. Não, não vou descer o cacete em nossos representantes políticos. Até porque eles não caíram do céu - mesmo que a maioria pareça mesmo viver no mundo da Lua. Foram eleitos, foram escolhidos por nós. E não são piores que nossos empresários, por exemplo. A maioria da classe empresarial brasileira não está nem aí para o que o PT está fazendo com a Imprensa, com a Educação ou com a saúde. Ela quer é ser parceira do Governo; quer financiar o filme sobre a vida do presidente Lula; quer bancar a campanha de políticos corruptos; quer promover o “mensalão”; quer ser escolhida para se tornar empreiteira nos governos.

Quem vier a vencer as próximas eleições, seja PT ou PSDB, vai continuar usando o Estado em benefício próprio. Para ser bem sincero, seria até um paradoxo imaginar que parasitas que vivem do trabalho alheio queiram diminuir o tamanho do Estado. Jamais vocês verão um político brasileiro falando em diminuir a absurda carga tributária. Todos eles continuarão enriquecendo banqueiros, dando esmolas aos miseráveis e esfolando a classe média. Sufocam o povo com impostos para depois lhe dar algumas gorjetas em forma de bolsa-qualquer-coisa.

Portanto, deixemos que a canalha fique com o Estado, com as Universidades, com os Sindicatos. Eu fico com o Rock, entendido daquela maneira ampla e abrangente a que me referi no primeiro parágrafo. E o poder é criado, verdadeiramente, com este “Rock”. Sim, o poder não é algo que se encontra em algum lugar, algo que se possa tomar de assalto, como pensam os cretinos. Quem cria poder é quem cria novos valores. E os valores que estão sendo criados são os do Individualismo, da Liberdade, da Meritocracia. Valores opostos aos “socialismos”. Ou alguém acha que, na Venezuela, por exemplo, é o ditador Chaves quem está criando novos valores? Não, o poder, ou melhor, os poderes estão sendo criados por aqueles estudantes que vão às ruas clamar por liberdade!

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Já que vivemos em plena década de 70, nada melhor que relembrar o Rock daquela época. “Cabeça” era ouvir Led Zeppelin, Deep Purple, Pink Floyd, etc. Mas o que curtíamos mesmo era tentar quebrar o pescoço ao som do AC/DC. Se Jimi Hendrix era o deus dos engajados, Angus Young era o demônio branquela daqueles que ouviam Rock querendo apenas... curtir Rock.