(tempos "progressistas")
O candidato tucano José Serra afirmou que uma das maneiras do PT controlar a Imprensa é dando dinheiro público para os "blogs sujos", aqueles blogs de jornalistas que foram demitidos da Imprensa livre e hoje recebem da Lula News, Petrobras e Caixa Econômica Federal para fazer o serviço sujo contra Serra. Concordo com Serra. E aproveito para dizer aos leitores que este blog não recebe dinheiro público de qualquer espécie. Isto me torna livre para escrever o que bem entender. Coisa que pouca gente pode fazer ultimamente. Por outro lado, preciso trabalhar para sobreviver, por isso a demora muitas vezes na liberação dos comentários e na atualização de posts novos. Tenham paciência, portanto. É por uma boa causa, hehe...
Quem me acompanha sabe o que penso sobre os principais partidos políticos de Banânia, tanto os do lulismo como os da oposição. Resumindo, PT e PSDB. O PT é isso aí que todos sabem, o partido do Mensalão, que apóia a tortura na ilha particular dos irmãos Castro; que apóia o apedrejamento de mulheres e crianças no Irã; que depois de 8 anos no poder não fez absolutamente nada na educação, saúde ou segurança; que pensa ter o poder divino para conduzir o povo - transformado em rebanho, infantilizado e dependente das esmolas do Grande Pai Lula. O PT sonha em controlar não apenas os aparelhos de Estado, sonha em controlar o pensamento do brasileiro, em destruir o indivíduo para que este seja forçado a aderir ao pensamento único do Partido, numa espécie bizarra e grotesca de gramscismo tupiniquim.
E o PSDB? A minha melhor definição para os tucanos é esta: o PSDB é um PT mais limpinho. Um PT de banho tomado. Ou de barba feita, se preferirem. Sejamos claros: Por que o PT chegou ao poder? Por incompetência dos tucanos. O PSDB esteve no poder, teve a chance de modernizar o país, baixar impostos, investir naquilo que é o principal dever do Estado, naquilo que justificaria a própria existência do Estado: educação. E o que fez? Tudo bem, privatizou uma ou outra estatal, já que a roubalheira era vergonhosa até para os padrões brasileiros. Mais nada!
O PT, óbvio, acusou (e continua acusando) a Imprensa de ter beneficiado o candidato tucano e prejudicado Lula nas eleições passadas. A verdade, talvez um tanto inconveniente para ambos, é que Fernando Henrique Cardoso poderia ter evitado a entrega do poder aos bárbaros, mas achou que ficaria melhor para sua biografia se passasse o poder às mãos de um operário. Deu no que deu! Na oposição, poderiam, ou melhor, deveriam ter pedido o impeachment de Lula quando Duda Mendonça confessou numa CPI que recebeu dinheiro no exterior para a campanha presidencial que elegeu Lula. Se este fosse um país minimamente sério, Lula deveria estar longe do poder, tomando cachaça em algum lugar do Nordeste. Mas não, já que o Mensalão poderia pegar um ou outro tucano graúdo, preferiram inventar aquela teoria maluca de deixar Lula sangrando até as próximas eleições. Deu no que deu!
A Imprensa também tem sua parcela de culpa por o Brasil estar voltando ao século retrasado. Sempre poupou Lula, sempre fechou os olhos para as bobagens feitas pelos petistas, nunca divulgou o que de fato aconteceu com o prefeito assassinado Celso Daniel, por exemplo. Em vez de combater, diziam que conseguiriam civilizar os petistas. Deu no que deu!
Hoje, em pleno Século XXl, vemos novamente a volta do fascismo orwelliano ganhando força com o Grande Pai Lula e a Grande Mãe Dilma. A Imprensa livre, que sempre defendeu não só o PT, mas de forma geral toda a esquerda, corre o risco de ser controlada por aqueles que sempre defendeu. Sai a Imprensa livre e quem assume são aqueles jornalistas achacadores que foram demitidos e hoje recebem da Lula News e estatais para fazer o jogo sujo. Sai aquele pensamento ingênuo dos bispos católicos que sempre defenderam o PT e a esquerda e entra o Bispo Macedo. Os movimentos sociais, que sempre fiscalizaram os governos e que sempre defenderam o PT, hoje são estáticos sociais, cooptados pelo partido. A UNE, que, bem ou mal, sempre esteve envolvida em grandes lutas, hoje se transformou nessa coisa patética chapa-branca.
Poderíamos ter feito um país de verdade. Hoje temos de escolher entre os sujos e os limpinhos...
(O Vampiro de Curitiba)