“O filme acaba mal: ele vira presidente.” (Macaco Simão, sobre o filme do Lula)
Não bastava a vergonha da intromissão do Governo brasileiro em Honduras, onde Manuel Zelaya está até hoje na embaixada brasileira sem ser refugiado, sem ser asilado, sem ser nada? Não bastava o constrangimento causado por Tarso Genro com o Governo italiano por causa de Cesare Battisti, considerado até por partidos de esquerda daquele país como um homicida, um criminoso comum? Não, a burrice é mesmo ousada. A estupidez também.
Lula teve que ir mais longe. Lula teve que mostrar ao mundo que ele não é qualquer um, ele é Lula, o filho do Brasil. Enquanto crianças são condenadas à morte, enquanto mulheres suspeitas de serem adúlteras ou homens de serem homossexuais são apedrejados até a morte, enquanto opositores do regime são torturados, Ahmadinejad, o responsável por todas estas barbáries, era recebido no Brasil por seu “bom amigo” Lula.
Por quê, Lula? Pelas relações comerciais entre os dois países? Não, o comércio entre Brasil e Irã é absolutamente insignificante. Para que o Brasil consiga uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU? Não, ninguém votaria em quem recebe o governante de um país cujo Ministro da Defesa é procurado pela Interpol por ter matado 85 pessoas num ataque terrorista na Argentina. E esta acusação não vem de Israel ou dos EUA. Vem da própria Argentina da companheira Cristina Kirchner. Para mostrar ao mundo que o Brasil tem influência também no Oriente Médio? Ora, ninguém recebe Ahmadinejad simplesmente porque ninguém quer convidá-lo. Ele é visto como um pária pela comunidade internacional. Para promover a paz entre palestinos e judeus? Até o tirano iraniano se surpreendeu com a ingenuidade do nosso presidente quando este propôs resolver um problema que dura gerações com uma partida de futebol entre Brasil e uma seleção mista de judeus e palestinos.
Celso Amorim, sempre ele, afirmou que era uma prova de independência do Brasil. Que nós agimos por conta própria, mesmo que isso viesse a desagradar os americanos. Depois, quando viu a repercussão na Imprensa mundial, quando leu em todos os jornais do mundo que Lula seria apenas um bate-pau de Chaves, correu avisar que não, que tudo estava combinado com os Estados Unidos. Bom, melhor ser bate-pau do Obama, né? E em Honduras, também foi combinado com o Governo Americano? Celso Amorim não queria eleições antes de dar posse a Manuel Zelaya. Obama simplesmente ignorou a posição do Brasil e domingo próximo o povo hondurenho escolherá seu presidente. Ninguém mais dá bola aos delírios megalomaníacos de Celso Amorim e Lula.
O que ficará nos livros de História não serão as baboseiras de um filme patrocinado por empresas que receberam milhões do BNDES. O que entrará para a História e para a biografia de Lula serão as fotografias dos abraços entre dois “bons amigos”. Lula e Ahmadinejad: o Brasil entra, definitivamente, para a lata de lixo da história.
O Vampiro de Curitiba
