___"Estado, chamo eu, o lugar onde todos, bons ou malvados, são bebedores de veneno; Estado, o lugar onde todos, bons ou malvados, perdem-se a si mesmos; Estado, o lugar onde o lento suicídio de todos chama-se... "vida"!" (F. Nietzsche)
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Vamp
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09:54:00
Estou em Curitba, passo o fim de semana aqui. Quarta-feira embarco para Manaus e depois para São Gabriel da Cachoeira, cidade que faz fronteira com a Colômbia e Venezuela.
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Abaixo algumas lembranças do Mato Grosso:
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Aldeia Máráwaitséde
Indios Xavantes
Jovens Xavantes - 5 anos reclusos nesta oca
Xavante preparado para receber os brancos
Minha companheira das tardes solitárias

Eu - vida dura!
O Vampiro de Curitiba
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Vamp
às
10:32:00
Preciso sair. Viver não é preciso, chegar também não. Sair é preciso!
Curitiba 12 graus. Banho de lua.
Chegar onde? Pele morena. Boca grande. Fico branco como a neve.
Cuiabá quarenta e dois graus. Fugir. Não me encontrar. Diferença: trinta graus. Trinta anos, velha aqui.
Eu de novo. No centro do nada. Chapada do Guimarães. Centro geodésico da América do Sul.
O Inferno é quente. Eu sou frio. Mente vazia. Chapada? Do Guimarães. Eu de cara.
O centro do Mundo é meu umbigo. Do Brasil é Barra do Garças. Do rio Garças. Não da Tijuca. É barra!
Mato Grosso encontra Goiás. Centro. O Garças encontra o Araguaia. Sertanejo: vou nadar e morrer... no rio Araguaia. Eu não encontro nada.
Bundas redondas. Peitos redondos. Cabeças quadradas.
Comer jacaré. Só tabaco. De eterno verde, adoro o verde. Não é Ipanema. É vida real. Um vampiro tatuado no cérebro. Comer gente, odeio gente.
Indio. Greve! Mensalão e greve. E eu novamente no centro do nada.
O Vampiro de Curitiba