Blog do Vamp

O Vampiro de Curitiba




___"Estado, chamo eu, o lugar onde todos, bons ou malvados, são bebedores de veneno; Estado, o lugar onde todos, bons ou malvados, perdem-se a si mesmos; Estado, o lugar onde o lento suicídio de todos chama-se... "vida"!" (F. Nietzsche)

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Na Selva Amazônica

Após duas noites e um dia em Manaus, capital que ainda preciso conhecer melhor, finalmente cheguei em meu destino, São Gabriel da Cachoeira. É uma cidade indígena localizada na temível "cabeça do cachorro" do Amazonas. Tem esse apelido pois a região, vista no mapa do Brasil, tem o formato de uma cabeça de cachorro.

São Gabriel foi a primeira cidade do Brasil a ter um prefeito indígena (o índio prefeito acabou de perder a eleição!). É formada por 70% de índios, 10%  de colombianos e o restante de militares brasileiros. Chega-se aqui, partindo de Manaus, com duas horas de vôo sobre a selva amazônica -nem sempre tem vôo para cá - ou, se tudo der certo, em três dias de barco, navegando pelo Rio Negro.  É uma cidade cercada por infinitas áreas indígenas, pela Colômbia e pela Venezuela.

Entre índios, traficantes de cocaína e guerrilheiros das Farc, esse será meu mundo até meados de Dezembro.

 (Meu quintal - quando acordo, é esta a vista que tenho)


(Praia do Rio Negro - onde tomo banho todas as tardes) 


(Rio Negro - foto tirada do barco)



O Vampiro de Curitiba

Memórias do Subsolo

Estou em Curitba, passo o fim de semana aqui. Quarta-feira embarco para Manaus e depois para São Gabriel da Cachoeira, cidade que faz fronteira com a Colômbia e Venezuela.
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Abaixo algumas lembranças do Mato Grosso:
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Aldeia Máráwaitséde


Indios Xavantes


Jovens Xavantes - 5 anos reclusos nesta oca


Xavante preparado para receber os brancos


Minha companheira das tardes solitárias


  Eu - vida dura!




O Vampiro de Curitiba

Na Fronteira







Canção Noturna (Skank)


Misterioso luar de fronteira

Derramando no espinhaço quase um mar

Clareando a aduana

Venezuela, donde estás?

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Minha camisa estampada com o rosto de Elvis

A minha guitarra é minha razão Minha sorte anunciada

Misteriosamente a lua sobre nada

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui

Espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui



Vem, mamacita, doida e meiga

Sempre o âmago dos fatos

Minha guerra e as flores do cactos

Poema, cinema, trincheira

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar



Um cego na fronteira, filósofo da zona

Me disse que era um dervixe

Eu disse pra ele, camarada

Acredito em tanta coisa que não vale nada

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui

Espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui



Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

Velejando, viajando, sol quarando

Meu querer, meu dever, meu devir

E eu aqui a comer poeira

Que o sol deixará

Não sei por que nessas esquinas vejo seu olhar

Não sei por que nessas esquinas vejo seu olhar




O Vampiro de Curitiba, Guajará-Mirim, Rondonia, Brasil