"Hoje, visita-se Cuba por motivos "exóticos": o turista ocidental sempre gostou de animais enjaulados, desde que possa abusar deles, financeira ou sexualmente. No final da viagem, o turista regressa a casa para mostrar as fotos do "exotismo" aos amigos. Os cubanos ficam. Enjaulados. E com os "jornalistas" a aplaudir a servidão deles." (João Pereira Coutinho)
Vivemos em uma época onde a informação tornou-se praticamente ilimitada graças ao desenvolvimento tecnológico e, principalmente, ao advento da Internet. É a informação a característica que marca a Era Contemporânea. Todos temos acesso à tudo. Conhecemos o mundo inteiro, sabemos o que acontece em tempo real em qualquer canto do planeta. Caminhamos em direção à realização do sonho de um mundo sem fronteiras.
Na América Central, entretanto, há uma ilha que vive na Idade Média. Dois irmãos são donos de mais de 11 milhões de escravos. Milhares deles morreram e muitos outros milhares continuarão morrendo na tentativa de fugir da escravidão, da fome, da escuridão, da humilhação. Na ilha até pensar é proíbido. A ilha inteira é uma prisão. Mas há, ainda, cadeias dentro da grande prisão. Neste exato momento, mais de 200 presos estão sendo torturados, sem direito a nada. Qual o crime que eles cometeram? "Crime de consciência". Ousaram pensar diferente do que pensam os irmãos donos da ilha. Exigiram um mínimo de dignidade, um mínimo de direitos humanos.
Em Cuba, a Grande Prisão dos irmãos Castro, a única informação que chega até os escravos é a informação que o Partido único permite que chegue. Sabe-se sobre o mundo apenas o que o Partido único acha conveniente que os escravos saibam. Se Fidel gosta de basquete, todos os escravos têm de gostar de basquete. Se Raul gosta de boxe, todos os cubanos têm de gostar de boxe. Partido único, jornal único, pensamento único.
Orlando Zapata Tamayo, 42 anos, pedreiro, negro, pobre, morreu em consequência de uma greve de fome, depois de passar 7 anos sendo torturado pelos socialistas dos irmãos Castro. Morreu nesta terça-feira, algumas horas antes de Lula visitar seus "velhos amigos". Enquanto o mundo civilizado protestava contra a barbárie, exigindo a libertação dos demais presos, Lula presenteava os Castro com cento e cinquenta milhões de dólares, parte dos quinhentos milhões de dólares destinados aos "velhos amigos".
Cerca de cinquenta dos presos que ainda continuam vivos enviaram uma carta ao presidente Lula para que este intercedesse em favor deles. Pediam que cessasse a tortura. Falaram especificamente na situação de Orlando Zapata. A imprensa brasileira já comentava sobre esta carta dias antes da viagem de Lula a Cuba. Mas Lula não quis aborrecer seus "velhos amigos" só porque alguns "traidores a serviço dos americanos" estavam se lamentando com pequenas bobagens. Franklin Martins, Ministro da Propaganda de Lula, ao ser questionado sobre a morte de Zapata, disse, sorrindo, que não teve conhecimento da tal carta. Todo mundo sabia da carta há pelo menos uma semana! Boa parte da Imprensa havia comentado sobre o assunto.
(Lula entre os irmãos Castro e Franklin Martins, Ministro da Propaganda)
(Enquanto o corpo de Zapata é enterrado, Lula se diverte com seu "velho amigo")
PS.: Saiba mais sobre Cuba através do blog de Yoani Sanches, o "Generación Y", link ao lado. Yoani foi considerada pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Utilizando-se apenas de um blog. Lula, com seus bilhões de dólares, e Fidel, com seus milhões de escravos, representam apenas a que ponto a estupidez e a barbárie podem alcançar.
O Vampiro de Curitiba

