Blog do Vamp

O Vampiro de Curitiba




___"Estado, chamo eu, o lugar onde todos, bons ou malvados, são bebedores de veneno; Estado, o lugar onde todos, bons ou malvados, perdem-se a si mesmos; Estado, o lugar onde o lento suicídio de todos chama-se... "vida"!" (F. Nietzsche)

Reinaldo Azevedo Em Curitiba

É com muita alegria que divulgo aqui o lançamento, em Curitba, do livro "O País dos Petralhas II - O Inimigo Agora é o Mesmo", do meu querido Reinaldo Azevedo. O lançamento será dia 8 de Novembro, quinta-feira próxima, na "Livrarias Curitiba" do Shopping Estação. A partir das 19:00 hs Reinaldo terá um bate-papo com os presentes, depois inicia a sessão de autógrafos. Como vocês sabem, não poderei estar presente, já que ainda estou no Amazonas. Já me desculpei com Reinaldo, resta apenas convidar todos que estarão em Curitiba para essa grande festa. Fui ao lançamento do primeiro "O País dos Petralhas", onde Reinaldo falou sobre vários assuntos até depois de já fechado o Shopping. Foram momentos fascinantes, com todo o brilhantismo e simpatia de Reinaldo. Divirtam-se!

Na Selva Amazônica

Após duas noites e um dia em Manaus, capital que ainda preciso conhecer melhor, finalmente cheguei em meu destino, São Gabriel da Cachoeira. É uma cidade indígena localizada na temível "cabeça do cachorro" do Amazonas. Tem esse apelido pois a região, vista no mapa do Brasil, tem o formato de uma cabeça de cachorro.

São Gabriel foi a primeira cidade do Brasil a ter um prefeito indígena (o índio prefeito acabou de perder a eleição!). É formada por 70% de índios, 10%  de colombianos e o restante de militares brasileiros. Chega-se aqui, partindo de Manaus, com duas horas de vôo sobre a selva amazônica -nem sempre tem vôo para cá - ou, se tudo der certo, em três dias de barco, navegando pelo Rio Negro.  É uma cidade cercada por infinitas áreas indígenas, pela Colômbia e pela Venezuela.

Entre índios, traficantes de cocaína e guerrilheiros das Farc, esse será meu mundo até meados de Dezembro.

 (Meu quintal - quando acordo, é esta a vista que tenho)


(Praia do Rio Negro - onde tomo banho todas as tardes) 


(Rio Negro - foto tirada do barco)



O Vampiro de Curitiba

Memórias do Subsolo

Estou em Curitba, passo o fim de semana aqui. Quarta-feira embarco para Manaus e depois para São Gabriel da Cachoeira, cidade que faz fronteira com a Colômbia e Venezuela.
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Abaixo algumas lembranças do Mato Grosso:
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Aldeia Máráwaitséde


Indios Xavantes


Jovens Xavantes - 5 anos reclusos nesta oca


Xavante preparado para receber os brancos


Minha companheira das tardes solitárias


  Eu - vida dura!




O Vampiro de Curitiba

Mão Morta


Ainda estou em Mato Grosso.
Assistam o vídeo da banda portuguesa "Mão Morta", o final é surpreendente.





No calor da febre que me alaga toda a fronte
Sinto o gume frio da navalha até ao osso
Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço
E a luz do sol a fraquejar no horizonte
Já desfila trémulo o cortejo do passado
Que me deixa quedo, surdo e mudo de pesar
Vejo o meu desgosto na beleza do teu rosto
Sinto o teu desprezo como um dardo envenenado

Morro Morro No altar de ti
Morro Morro No altar de ti

Sopra forte o vento na fogueira que arde em mim
Sinto a selva agreste nos batuques do meu peito
No cruel caminho em que me lança o desespero
Sinto o gelo quente do inferno do meu fim
No calor da febre que me alaga toda a fronte
Sinto o gume frio da navalha até ao osso
Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço
E a luz do sol a fraquejar no horizonte

Morro Morro No altar de ti
Morro Morro No altar de ti

Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço
Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço

Morro Morro No altar de ti
Morro Morro No altar de ti

Supercordas




Supercordas

Supercordas

(Divagações de uma partícula sub-atômica com crise de identidade)

Ó! Sólitons de cor
Aplaquem minha dor
Existo em 11-D
Não posso ver você
Supergravitando em vão

Dimensões frugais
Abrindo os canais
Em planos desiguais
Incrivelmente em paz
Supersimetria...

Não há flutuação
Só estranha vibração
Que gera o que me faz
Anulam-se vitais
Superparcerias...

Mas não me entenda mal
Meu par elemental
Se esconde por detrás
De espaços minimais
Superdimensões...

E eu não sei se sou só
Um laço ou um nó
De tudo o que eu não sei
Eternamente eu sei
Supercordas vão vibrar



O Vampiro de Curitiba

Nossa História Em 2 Minutos

Maravilhoso! Assistam, vale a pena.
Video feito pelo americano Joe Bush, de 19 anos.
Som de Zack Hemsey.







O Vampiro de Curitiba

No Centro do Nada



Preciso sair. Viver não é preciso, chegar também não. Sair é preciso!

Curitiba 12 graus. Banho de lua.

Chegar onde? Pele morena. Boca grande. Fico branco como a neve.

Cuiabá quarenta e dois graus. Fugir. Não me encontrar. Diferença: trinta graus. Trinta anos, velha aqui.

Eu de novo. No centro do nada. Chapada do Guimarães. Centro geodésico da América do Sul.

O Inferno é quente. Eu sou frio. Mente vazia. Chapada? Do Guimarães. Eu de cara.

O centro do Mundo é meu umbigo. Do Brasil é Barra do Garças. Do rio Garças. Não da Tijuca. É barra!

 Mato  Grosso encontra Goiás. Centro. O Garças encontra o Araguaia. Sertanejo: vou nadar e morrer... no rio Araguaia. Eu não encontro nada.

Bundas redondas. Peitos redondos. Cabeças quadradas.

Comer jacaré. Só tabaco. De eterno verde, adoro  o verde. Não é Ipanema. É vida real. Um vampiro tatuado no cérebro. Comer gente, odeio gente.

Indio. Greve! Mensalão e greve. E eu novamente no centro do nada.



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