Entendam o “Rock” do título não apenas como um gênero musical. Quero aqui utilizá-lo como toda forma de expressão, de arte, de comportamento. Usei este estilo musical, ao invés de outro qualquer, porque, na minha percepção, tem mais a ver com o valor maior da humanidade: a Liberdade. Não por acaso, entre os três valores que consagraram a época contemporânea, é a Liberdade que vem em primeiro, antes da Fraternidade e da Igualdade.
Já encheu esse papo de política. Não agüento mais ver PT e PSDB disputando para saber quem, entre eles, é o mais esquerdista. Vejo neles mais semelhanças que diferenças. Costumo dizer que o PSDB é um PT mais limpinho. Um PT de banho tomado, digamos. De barba feita, se preferirem. É óbvio que, se temos de escolher, que escolhamos o “menos pior”. Mas não tenho tanta disposição assim para defender quem quer que seja. Há quem faça isso muitíssimo melhor do que eu. E, sejamos bem sinceros, os petistas só alcançaram o Governo – não o poder, explico depois - graças à extrema incompetência dos tucanos quando no Planalto. Na oposição, conseguem ser ainda mais incompetentes.
A América Latina ainda vive nos anos 70. Ainda falamos em “Socialismo”. Ciro Gomes, da antiga ARENA e Paulo Skaf, o presidente da Fiesp, a Federação das Indústrias de São Paulo, são nossos “socialistas” mais evidentes. E olhem que o Brasil é o mais “moderno” da turma. Nossos vizinhos tentam implementar um tal de “Bolivarianismo”. Algo que já fedia a bolor em 1917. Não, não vou descer o cacete em nossos representantes políticos. Até porque eles não caíram do céu - mesmo que a maioria pareça mesmo viver no mundo da Lua. Foram eleitos, foram escolhidos por nós. E não são piores que nossos empresários, por exemplo. A maioria da classe empresarial brasileira não está nem aí para o que o PT está fazendo com a Imprensa, com a Educação ou com a saúde. Ela quer é ser parceira do Governo; quer financiar o filme sobre a vida do presidente Lula; quer bancar a campanha de políticos corruptos; quer promover o “mensalão”; quer ser escolhida para se tornar empreiteira nos governos.
Quem vier a vencer as próximas eleições, seja PT ou PSDB, vai continuar usando o Estado em benefício próprio. Para ser bem sincero, seria até um paradoxo imaginar que parasitas que vivem do trabalho alheio queiram diminuir o tamanho do Estado. Jamais vocês verão um político brasileiro falando em diminuir a absurda carga tributária. Todos eles continuarão enriquecendo banqueiros, dando esmolas aos miseráveis e esfolando a classe média. Sufocam o povo com impostos para depois lhe dar algumas gorjetas em forma de bolsa-qualquer-coisa.
Portanto, deixemos que a canalha fique com o Estado, com as Universidades, com os Sindicatos. Eu fico com o Rock, entendido daquela maneira ampla e abrangente a que me referi no primeiro parágrafo. E o poder é criado, verdadeiramente, com este “Rock”. Sim, o poder não é algo que se encontra em algum lugar, algo que se possa tomar de assalto, como pensam os cretinos. Quem cria poder é quem cria novos valores. E os valores que estão sendo criados são os do Individualismo, da Liberdade, da Meritocracia. Valores opostos aos “socialismos”. Ou alguém acha que, na Venezuela, por exemplo, é o ditador Chaves quem está criando novos valores? Não, o poder, ou melhor, os poderes estão sendo criados por aqueles estudantes que vão às ruas clamar por liberdade!
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Já que vivemos em plena década de 70, nada melhor que relembrar o Rock daquela época. “Cabeça” era ouvir Led Zeppelin, Deep Purple, Pink Floyd, etc. Mas o que curtíamos mesmo era tentar quebrar o pescoço ao som do AC/DC. Se Jimi Hendrix era o deus dos engajados, Angus Young era o demônio branquela daqueles que ouviam Rock querendo apenas... curtir Rock.







